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25 de Abril, 2019, 08:56:02

Autor Tópico: Cotas  (Lida 3481 vezes)

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Cotas
: 22 de Agosto, 2012, 16:46:00
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Bem, bem, ontem à noite estive batendo um papo com meu amigo Raph e de algum ponto surgiu a conversa sobre as cotas nas universidades públicas. Achei então que seria interessante criar um tópico por aqui, a fim de ampliar a discussão.
Farei um resumo breve, pois acredito que todos estejam cientes do que vêem a ser o sistema de cotas. Trata-se basicamente de reservar uma percentagem (a ser definida por cada universidade) de suas vagas para candidatos de baixa renda, vindos de escolar públicas, negros e índios. Há também outro sistema, que consiste em conceder bônus a estes candidatos. Inclusive, no início do ano, a UFF concedeu 20% de bônus para vestibulandos advindos da rede pública.
Edit: esqueci de mencionar, mas dia 7 o senado aprovou que as universidades federais reservem 50% de suas vagas para a escola pública, conforme visto aqui: http://carosamigos.terra.com.br/index/index.php/artigos-e-debates/2418-cotas-nas-federais-vitoria-da-democracia
O principal argumento a favor das cotas é de que, vista a baixa qualidade da educação pública, é necessário o desenvolvimento de políticas que facilitem o ingresso destes estudantes. Já aqueles que são contra argumentam que o sistema é inconstitucional, pois feriria o principio da igualdade. Além disso, a solução não seria facilitar o ingresso destes estudantes na universidade, mas sim capacitá-los, ou seja, reformar a educação pública.
Galera, acho que pulei bastante coisa, então, por favor, enriqueçam e/ou corrijam minhas informações nas respostas. Espero estar iniciando uma discussão interessante e edificante :)
Edit 2: ah, sim, minhas fontes. A maioria das coisas escrevi de cabeça mesmo, mas tirei a informação do bônus da UFF daqui e alguns pontos daqui.
Prefiro ser essa metamorfose ambulante

Re: Cotas
Resposta #1: 23 de Agosto, 2012, 19:45:00
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Bem. Ultimamente tenho me interado um pouco sobre esse assunto, e acho que a obtenção dessas cotas por algumas universidades é como se fosse missão impossível. Até mesmo a obtenção da isenção de uma prova está difícil.
Achei extraordinariamente desnecessário a quantidade de documentos que a UERJ pediu aos candidatos ao segundo exame de qualificação para a conquista da isenção do exame. Eu não consegui porque faltou documento, e cassete, eu quase tirei uma foto da minha casa e enviei com o slogan "eu moro aqui e sou baixa renda!". Mandei uma pasta de documentos e ainda assim, me enviaram um email dizendo "isenção não concedida por falta de documentos".
Imagine para a comprovação das categorias?
Pra provar que você é negro/índio ou que estudou em escola pública?
Infelizmente é isso o que vejo, e me frusto ao dar de cara com pequenas porcentagens que nos são fornecidas, é precário o sistema de cotas e ainda mais precário conseguir um.
Mas como tudo na vida tem que se fazer um puta esforço, pra conseguir esse benefício do governo não é diferente.
Vamos ver com o enem esse ano, se essa porcentagem aumenta.. porém tenho quase certeza que isso vai dar caquinha..
Vamos esperar pra ver né.
Só acho que havia de ter uma flexibilidade das faculdades e sem dúvida o aumento considerável para estudantes de escola púbica/negros e índios. Para que se tenha a oportunidade de ter uma educação superior.

Re: Cotas
Resposta #2: 23 de Agosto, 2012, 21:23:00
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Bom... O ideial meesmo acho que era não ter cota, entretanto seria algo que não poderia ser tirado da noite para o dia, para serem tiradas as cotas é evidente que o que há de ser feito é uma educação de qualidade real aos estudantes da escola pública e, se possível, os indígenas. Bom, digo se possível pq realmente não sei se eles tem condições de ter uma educação assim até por conta de suas respectivas culturas e localizações das aldeias, mas aí ficaria uma cota só para os índios mesmo - e é claro, teria uma porcentagem menor.
Enfim, enquanto não houver essa igualdade não tem como tirar as cotas né :l



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GDS 2013:

Re: Cotas
Resposta #3: 23 de Agosto, 2012, 21:57:00
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Realmente é um processo muito burocrático!
Mas a questão que é para evitar fraudes,pois conheço várias pessoas que estudam na UFRJ através de cota sem ser baixa renda!Acho que você deveria correr atrás disso,para não perder essa chance!


Agora em questão a Cotas,eu acho isso muito complicado,a nossa educação é uma droga,o que acho que deveria ser investido em base e não em soluções paliativas .Mas a questão atual é que privaria os estudantes agora que não tiveram um bom ensino na rede pública de entrar na faculdade .O que entra outro problema,sem a base acho que o aluno levará um grande baque nos primeiros períodos,apesar que eu fiquei sabendo que com a cota atual,os alunos cotistas estão tendo rendimento igual ou melhor que outros alunos.Mas agora querem aumentar para 50 por cento,ou seja vai aumentar bastante o número da cota,pois antigamente era cerca de 10 por cento,não sei isso faria com que mais alunos entrasse despreparados,ou se eles se adaptariam .

E não sou a favor de cotas para negros e sim por cota social,afinal gente rica também se beneficiaria de tal coisa.


A questão é que cota não é solução e o governo tem que tomar medidas para melhorar educação pública!

Agora me dizem por que o ITA/IME será excluído disso ?

Re: Cotas
Resposta #4: 24 de Agosto, 2012, 09:09:00
  • Guan Zhuge
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ITA e IME são militares, não seguem o mesmo regimento de universidades civis.

Sobre as cotas, acho aceitável cota social como um paleativo para a desigualdade do país. Sobre cotas raciais, não fazem sentido, pois os índios e negros que deveriam ser inclusos nessa cota já são cobertos pelas cotas sociais, e os que tiveram opção de estudar em escola particular não precisam de incentivo algum para entrar na universidade.

Mudando um pouco de assunto, eu sou a favor de cotas regionais. Muitas universidades por aí tem mais da metade dos alunos vindo de outros estados, principalmente na pós-graduação. Acho isso errado, e acredito que pelo menos 80% das vagas deveriam ser para alunos habitantes do mesmo estado.

Re: Cotas
Resposta #5: 24 de Agosto, 2012, 09:13:00
Sou contra cotas, e olha que sou um ser que pode ter uma vaga em qualquer coisa por conta da minha "deficiencia".
Acho que as pessoas tem que se esforçar e fazer por merecer uma vaga, nao importa se rico ou pobre. Meu segundo grau foi muito dificil, nao teve moleza em momento algum. Aqui o ensino é dez vezes melhor que o particular, principalmente as escolas estuduais, é puxado demais. Enquanto o ensino publico vem melhorando as escolas particulares vêem perdendo a credibilidade.
Mais Brasil é Brasil, e tinham que inventar isso de cotas, em( eu disse "em") alguns casos, alunos deixam de se esforçar pra apelar ao sistema de cotas, isso tira a vaga e a chance de alguem que se dedicou muito mais.
Acho que acabei falando besteira.

Re: Cotas
Resposta #6: 24 de Agosto, 2012, 09:18:00
  • Guan Zhuge
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Não é que falou besteira, mas você esquece que os alunos de escola pública não tiveram educação de qualidade por culpa do governo (apesar de eu acreditar que o aluno tem participação maior em seu aprendizado). Acho justo eles terem uma cota de vagas, mas não um acréscimo na nota. Acho justo, mas acho que deve ser uma ação temporária. O verdadeiro foco não é aprovar alunos com menos condição em universidades, mas sim permitir que eles possam disputar em par de igualdade com os alunos da escola privada, e isso só é possível com uma mudança na metodologia da educação. Não estou nem falando em mais investimento, estou falando em mudar o método de ensino.

Re: Cotas
Resposta #7: 24 de Agosto, 2012, 09:27:00
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Com tudo isso que vc falou ainda sou contra o sistema de cotas. Acho esse sistema uma depreciaçao da capacidade dos alunos. Não digo que o sistema de cotas nao seja util, pode ate ter a sua utilidade em algum momento, mais é injusto.

Veja o exemplo da Kris, ela conseguiu tudo direitinho e ainda disseram que faltou documento. O que tanto uma pessoa precisa pra provar que é pobre, pelo amor de Deus?
Isso é o extremo da humilhaçao ao ser humano, e um negro, o que ele vai precisar, pra provar que é negro?
Sou contra, acho isso muito preconceito e discriminaçao.

Re: Cotas
Resposta #8: 24 de Agosto, 2012, 11:14:00
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ITA/IME iria entrar nesse sistema por ser federal e público,mas a Dilma fez com que eles fossem excluídos.Eu sei que eles são ligados ao ministério da defesa,mas tá claramente  o motivo porque eles foram excluídos!
Segundo eles próprios a realidade dessas instituições iam mudar pois atualmente cerca 37 por cento é de rede pública,e de rede pública como colégios militares e o resto particulares,se fosse aprovado cota teria que aumentar isso para 50 por cento e cotas não entra colégios militares,apenas estaduais ,então eles ficaram preocupados com o "ensino".
Que feio em Brasil!Nas universidades pode,no IME/ITA não ;Por serem institutos de excelência.

Link da matéria http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2012/08/ita-pode-nao-aceitar-cotas-para-estudantes-vindos-da-rede-publica.html

Pode ver que na própria matéria fala,que o senado fez esforços na hora da votação para tirar eles desse sistema!


E acho que além do método de ensino,tem que ser investido mais sim!Ou você acha que as escolas particulares só se dão bem por causa do método de ensino,as de ponta mesmo,que aprovam em massa em vestibulares pagam muito bem.Pois para melhor ensino é necessário professores bem qualificados.

Re: Cotas
Resposta #9: 24 de Agosto, 2012, 16:41:00
  • Guan Zhuge
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Sobre o IME/ITA, pensei que não contavam como público, apesar de serem gratuitos.

O governo já mostrou diversas vezes que não vai investir em educação. Pelo contrário, eles cortaram parte da verba destinada à pesquisa. Acho que já que não vão abrir a mão, o jeito é tentar mudar a metodologia para melhorar o sistema. Aliás, mesmo liberando dinheiro, tem que mudar a forma como o ensino é realizado no Brasil.

Re: Cotas
Resposta #10: 25 de Agosto, 2012, 20:07:00
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Não acredito que as cotas sejam o caminho para oferecer uma educação superior de qualidade à população. Não adianta facilitar o acesso à universidade quando o cidadão vindo das redes municipal e estadual de ensino teve uma péssima formação.
Prefiro ser essa metamorfose ambulante

Re: Cotas
Resposta #11: 25 de Agosto, 2012, 20:29:00
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Mas esses cidadãos merecem uma chance. e.e



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GDS 2013:

Re: Cotas
Resposta #12: 25 de Agosto, 2012, 20:42:00
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Mais que uma chance, merecem uma base educacional de qualidade.
Prefiro ser essa metamorfose ambulante

Re: Cotas
Resposta #13: 25 de Agosto, 2012, 21:00:00
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Sem dúvidas! Mas enquanto ainda não houver esta merecem ao menos a chance. e.e



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GDS 2013:

Re: Cotas
Resposta #14: 25 de Agosto, 2012, 21:21:00
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Sim, faz sentido...
Eu chamaria isso de uma tentativa de "remendo" da educação (metáfora podre, mas dá pra sacar XD). O problema é que com certeza o governo não vai "comprar uma roupa nova", mas vai continuar empurrando esse "remendo" sobre nós.
Prefiro ser essa metamorfose ambulante

Re: Cotas
Resposta #15: 25 de Agosto, 2012, 21:50:00
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Sim... Esse é o problema. e.é
Mas que é importante fazer enquanto a "roupa nova" não for comprada, por mais que seja ainda mais importante comprá-la. :B



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GDS 2013:

Re: Cotas
Resposta #16: 26 de Agosto, 2012, 02:02:00
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Eu acho que 50 por cento é algo bem grande,mas talvez esteja errado.

Re: Cotas
Resposta #17: 26 de Agosto, 2012, 03:31:00
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Mas isso é verdade, 50% é um exagero...



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GDS 2013:

Re: Cotas
Resposta #18: 27 de Agosto, 2012, 08:08:00
  • Guan Zhuge
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Concordo que 50% é exagero...

Re: Cotas
Resposta #19: 31 de Agosto, 2012, 03:50:00
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Concordamos todos... e lá vem reeleição da Dilma. Já vejo a campanha: "Aumentamos o ingresso de estudantes de rede pública nas universidades em sei-lá-quantos-% e blablabla"
Quero saber mesmo é quantos, dentre esses beneficiados, estão conseguindo concluir o ensino superior...
Prefiro ser essa metamorfose ambulante

Re: Cotas
Resposta #20: 31 de Agosto, 2012, 07:26:00
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Mesmo pra "remendo" as cotas em  universidades não servem, o mercado está saturado de alguns diplomas de nível superior, e esse pessoal das cotas não dá conta de fazer cursos em que a grande demanda como engenharia (eu já acompanhei alguns alunos de cotas e eles não vão muito longe nos cursos mais difíceis), então se é pra usar paliativos, que invistam nos técnicos, pois estes estão em falta no mercado, são mais rápidos e tem mais possibilidade de emprego imediato e com bom retorno logo após o curso, eu acho muito mais interessante para as pessoas de baixa renda prejudicadas pela qualidade de ensino.


Re: Cotas
Resposta #21: 2 de Setembro, 2012, 22:49:00
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Boa, Kyo! Acredito que os tecnicos sejam uma ótima opção, que eu saiba, esses cursos não exigem muito (em termos de desempenho escolar/qualidade do ensino fund./médio). Claro, depende muito do técnico...
Prefiro ser essa metamorfose ambulante

Re: Cotas
Resposta #22: 3 de Setembro, 2012, 07:09:00
  • Guan Zhuge
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Eu discordo completamente. Não é porque eles tiveram uma má formação que devem ser empurrados para trabalhos de segunda linha. Enquanto o governo não melhora o ensino, é justo que eles tenham algum espaço garantido na universidade pública. Cinquenta por cento é demais, mas trinta por cento está de bom tamanho (estou falando apenas de cota social).

Talvez uma alternativa fosse melhorar a qualidade das universidades particulares. Se o MEC obrigasse mais professores de instituições particulares a terem doutorado, acho que já ajudaria um bocado. Outra opção seria obrigar todas as faculdades a se transformarem em universidades. A diferença entre esses dois tipos de instituição é que os professores das universidades são obrigados a ter projetos de ensino (aula), pesquisa (ciência) e extensão (apoio à sociedade). A diferença é nítida entre um professor de faculdade e universidade.

Re: Cotas
Resposta #23: 3 de Setembro, 2012, 11:04:00
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Não adianta dar "espaço" se depois vai tirar um diploma aos trancos e barrancos e não vai conseguir se inserir bem no mercado de trabalho, ficando com trabalhos daí sim de segunda linha para níveis superiores, já vi pedirem administração para assistente administrativo, e isso é consequência dessas políticas.

E trabalho técnico não é de segunda linha, tem profissionais muito bem sucedidos e respeitados nessas áreas, e muitos técnicos estão muito melhor do que formados em nível superior "normal". Lembrando que além dos técnicos normais, os cursos de tecnólogos ainda equivalem a nível superior, porém suas especifidades garantem excelentes trabalhos.


Re: Cotas
Resposta #24: 3 de Setembro, 2012, 12:49:00
  • Guan Zhuge
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Cara, conheço várias pessoas que estudaram em escola pública, foram alunos de regular para ruim durante a graduação, mas depois de amadurecer ficaram pessoas excelentes, passando na primeira colocação em concursos como Petrobrás e oficial da aeronáutica, além de conseguirem doutorados em grandes universidades reconhecidas mundialmente. Por sinal, um desses trabalha na Google, outro no Facebook, outro na Schlumberger (petrolífera que paga melhor que a Petrobrás) e outro na Microsoft. Esses quatro, por sinal, só foram acordar que precisavam tomar jeito na vida no meio da graduação.

Re: Cotas
Resposta #25: 3 de Setembro, 2012, 13:25:00
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Não estou dizendo que quem vem de escola pública não vai chegar a lugar nenhum, o colégio que fiz o 2º grau tb era público e isso não me impediu de chegar aonde cheguei, fazendo faculdade pública, sem usar de nenhum artifício, e passando em concursos públicos. Mas isso já sai da discussão que está sendo feita, o fato é que as cotas não contribuem para resolver o problema geral. E se fulano ou beltrano se deram bem depois usando as cotas, aposto que mesmo sem isso ele se daria bem na vida, pois quem é bom vai atrás e atinge seus objetivos, e não fica arrumando desculpas.


Re: Cotas
Resposta #26: 26 de Outubro, 2012, 12:41:00
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Bem, eu sou a favor das cotas de 50% por alguns motivos.
Agora, eu acho um absurdo essa ser a única cartada.

Não sei se é verdade, mas eu li uma matéria a um tempo atrás em que dizia que a UFMG iria oferecer aula de reforço para os alunos que viessem de escolas públicas (muitos alunos de escolas privadas se manifestaram com o argumento de que se eles não eram capacitados pra entrarem por conta própria eles não estariam capacitados para acompanhar o ritmo das aulas). Eu achei sensacional. De fato, percebi que entrar na faculdade é fácil. Só não é tão fácil sair. Espero que seja verdade esse programa na UFMG.
« Última modificação: 2 de Novembro, 2014, 10:15:44 por Jujucristine »



Re: Cotas
Resposta #27: 26 de Outubro, 2012, 14:05:00
  • Guan Zhuge
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Acho que toda universidade federal tem isso, um programa de apoio para alunos desnivelados. Alguns apenas não sabem procurar.

Re: Cotas
Resposta #28: 26 de Outubro, 2012, 14:08:00
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"Guan Zhuge"
Acho que toda universidade federal tem isso, um programa de apoio para alunos desnivelados. Alguns apenas não sabem procurar.

Ah é?
Eu não sabia disso. Pensei que era novo. Que bom então.



Re: Cotas
Resposta #29: 26 de Outubro, 2012, 15:26:00
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Acho ridículo 50% de cotas. Deveriam aumentar o nível do ensino médio e não diminuir o nível do ensino superior... Se você pegar as estatísticas, dos cotistas, quantos conseguem terminar um curso de medicina ou engenharia? Se continuarem a entrar gente na faculdade sem preparo nenhum, ninguém vai se formar e vamos ter problemas. Numa turma de bacharelado em matemática numa faculdade pública, de 40 alunos, se formam 2 ou 3. Isso porque a maioria tinha alguma instrução, agora imagina se metade desses 40 não tiverem nenhum preparo? vão largar a faculdade no primeiro período e isso é fato.
Estudo numa universidade em que 100% das vagas foram pelo ENEM (que convenhamos, não avalia NADA). Minha turma começou com 40 alunos, estou no quarto período e agora somos 16 e a tendência é se formarem uns 5, no máximo... Isso porque não teve cota nenhuma e foi só pelo ENEM...

Re: Cotas
Resposta #30: 26 de Outubro, 2012, 16:14:00
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Filipe
Acho ridículo 50% de cotas. Deveriam aumentar o nível do ensino médio e não diminuir o nível do ensino superior... Se você pegar as estatísticas, dos cotistas, quantos conseguem terminar um curso de medicina ou engenharia? Se continuarem a entrar gente na faculdade sem preparo nenhum, ninguém vai se formar e vamos ter problemas. Numa turma de bacharelado em matemática numa faculdade pública, de 40 alunos, se formam 2 ou 3. Isso porque a maioria tinha alguma instrução, agora imagina se metade desses 40 não tiverem nenhum preparo? vão largar a faculdade no primeiro período e isso é fato.
Estudo numa universidade em que 100% das vagas foram pelo ENEM (que convenhamos, não avalia NADA). Minha turma começou com 40 alunos, estou no quarto período e agora somos 16 e a tendência é se formarem uns 5, no máximo... Isso porque não teve cota nenhuma e foi só pelo ENEM...
DEVERIAM, mas não vão. E se não vão, fazer o que?
O engraçado é que não se via tanta gente protestando contra o péssimo ensino nas escolas publicas quanto tem agora que as vagas das instituições privadas estão ''diminuidas''. Uns alegam ''preocupação com o ensino escasso da rede pública'', o que pra mim é o argumento mais engraçado de todos.

Anyway, eu particularmente acredito que isso irá motivar a melhoria do ensino fundamental/médio das escolas publicas. Com tantas pessoas que de súbito passaram a se preocupar com a merda que é oferecida aos alunos e professores da rede pública, é bem possível que não seja mais necessária as cotas. Mas por enquanto elas são. As cotas são oportunidades e não garantias de sucesso. E não são só os que ''não entraram preparados'' que se dão mal na faculdade, mas também os ''filhinhos de papai'' (os que tem tudo na mão) que ao invés de ficarem dentro de sala vão se drogar ou se embebedar ou paquerar ou qualquer outra coisa e não valorizam o que tem (estou falando DOS QUE FAZEM ISSO e não generalizando, pra não perigar alguém interpretar errado tá x.x).

Eu acho justíssimo cada um brigar de acordo com seu nível. É muito desproporcional me colocar pra brigar por uma vaga com alguém que está muito mais preparado do que eu. Agora os alunos de ensino privado estão em uma luta justa, com pessoas que tiveram basicamente o mesmo grau de ensino e os da rede pública também. Dos dois grupos vão sair os melhores. Nisso, nada mudou.

Eu sou bolsista pelo ProUni e vejo meus colegas bolsistas muito mais dedicados e preocupados em manterem uma boa média do que os que estão pagando. Não todos, mas a maioria. Inclusive eu já ouvi falar que os bolsistas tem mantido uma ótima média no ensino superior. Eu DUVIDO que essas cotas irão diminuir o nível do ensino oferecido pelas universidades.
« Última modificação: 2 de Novembro, 2014, 10:14:28 por Jujucristine »



Re: Cotas
Resposta #31: 26 de Outubro, 2012, 16:47:00
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Desculpa, mas o nosso Ministro do Supremo Tribunal Federal, que agora é o "cara da moda", é filho de pedreiro e que sempre estudou em escola pública e hoje é um dos homens mais poderosos do Brasil... Quem quer, consegue. Conheço gente humilde e que estudou em escola pública que tá aí fazendo faculdade pública e não precisou de cota e nem de "sorte de enem". A maioria desses "filhinhos de papai" que estão aí fazendo uma faculdade de engenharia ou medicina, por exemplo, demoraram 2 anos estudando feito um louco pra poder passar, tendo tido um ensino médio bom ou não.
Não é só falar mal do ensino público e dizer de "filhinho de papai"... Filhinho de papai de verdade estuda em faculdade particular... se eu pudesse pagar, estudaria numa PUC, por exemplo. (Pra que fique claro, não estou dizendo que todo mundo que estuda em particular é)
"É o certo", "vai melhorar"... pura utopia. As universidades tão fazendo isso pra ganhar uma rendinha a mais do governo e não para o bem de todos. Quem conhece, sabe como é ridículo e ineficiente o sistema de ingresso a universidades públicas hoje em dia.
Você e eles ganharam uma bolsa que não foi dada de mão beijada, meu amor. Claro que vocês vão valorizar. Agora me põe um monte de gente sem preparo e que entrou numa universidade federal de ponta com pouco esforço, de bandeja. (É isso que representa 50% de cotas.)
E as cotas não vão diminuir o nível do ensino, mas com certeza a quantidade de pessoas que se formarão.

Re: Cotas
Resposta #32: 26 de Outubro, 2012, 17:07:00
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Quem quer, consegue. Conheço gente humilde e que estudou em escola pública que tá aí fazendo faculdade pública e não precisou de cota e nem de "sorte de enem".
Yep. Quem quer, consegue. Mas não é por que muitos comeram o pão que o diabo amassou que todos devem comer, né? Quero dizer, ah, se centenas de pessoas humildes venceram na vida, então não precisam cuidar nem do ensino médio ou fundamental das redes públicas, afinal, o ''o nosso Ministro do Supremo Tribunal Federal, que agora é o "cara da moda", é filho de pedreiro e que sempre estudou em escola pública e hoje é um dos homens mais poderosos do Brasil''. Vamos deixar como está por que pra quem quer está funcionando, certo?

A maioria desses "filhinhos de papai" que estão aí fazendo uma faculdade de engenharia ou medicina, por exemplo, demoraram 2 anos estudando feito um louco pra poder passar, tendo tido um ensino médio bom ou não.
Não é só falar mal do ensino público e dizer de "filhinho de papai"... Filhinho de papai de verdade estuda em faculdade particular... se eu pudesse pagar, estudaria numa PUC, por exemplo. (Pra que fique claro, não estou dizendo que todo mundo que estuda em particular é)
Yep, méritos do aluno que estudou feito louco e demorou dois anos estudando para poder passar mas que tiveram uma base inegavelmente superior a muitos dos seus concorrentes.
* Na verdade, muito filhinho de papai estuda em faculdades federais pelo prestígio.

"É o certo", "vai melhorar"... pura utopia. As universidades tão fazendo isso pra ganhar uma rendinha a mais do governo e não para o bem de todos. Quem conhece, sabe como é ridículo e ineficiente o sistema de ingresso a universidades públicas hoje em dia.
Se é pura utopia, por que sugere que o ensino médio seja melhorado? Então, pra você, nada deve ser feito? É utópico a melhoria do ensino médio? As coisas deveriam simplesmente ficar como estão? Está bom assim? NUNCA nada é feito para o bem de todos. Sempre tem um pingo de egoísmo, querendo favorecer a si mesmo ou a alguém. Ainda mais se tratando de algo tão grande.

Você e eles ganharam uma bolsa que não foi dada de mão beijada, meu amor. Claro que vocês vão valorizar. Agora me põe um monte de gente sem preparo e que entrou numa universidade federal de ponta com pouco esforço, de bandeja. (É isso que representa 50% de cotas.)
''Meu amor'' (não entendi o por que se referir a mim dessa maneira, visto que não há motivo nenhum para ser sarcastico, irônico ou qualquer outra coisa que você tenha tido a intenção de ser, mas que não foi legal pois você não tem o hábito de me chamar assim nem por brincadeira), eu sei MUITO BEM que não foi de mão beijada. Só não é ''claro que vamos valorizar'' assim como não é claro que alguém que teve tudo de mão beijada vá valorizar. Não é tão óbvio assim. Tem muito filhinho de papai sim que não valoriza o que tem e tem muita gente beneficiada por cotas que da mesma forma não valoriza o que tem.

Bah.
Sério, não sei pra que isso.
Enfim, essa é minha opinião.[/color]
« Última modificação: 2 de Novembro, 2014, 10:12:36 por Jujucristine »



Re: Cotas
Resposta #33: 26 de Outubro, 2012, 17:28:00
  • Guan Zhuge
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Filipe, não são apenas alunos de escola pública que reprovam nas engenharias e ciências exatas. Lembro-me que me formei com mais duas pessoas, de uma turma de cinquenta alunos. Os três formandos vieram de escola pública, enquanto mais de trinta alunos de escola particular atrasaram o curso em mais de um ano.

Eu sou a favor de cotas sociais, mas não sou a favor de facilitar o curso. Lá dentro, quem tiver capacidade que se garanta. Podem haver atividades de nivelamento por parte dos departamentos, mas nunca baixar o nível da turma só porque os alunos tem um nível levemente inferior. É tarefa dos alunos se adequarem ao ambiente e rigor da universidade.

Re: Cotas
Resposta #34: 26 de Outubro, 2012, 17:29:00
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Não tô falando que tá tudo bem, e sim que os 50% de cotas não resolvem nada. Muito pelo contrário, na minha opinião, piora.
Filhinho de papai que conseguiu passar estuda em universidade federal por prestígio, é diferente. Eu entendo claramente que tem gente que não teve o mesmo ensino. Eu sei, não fiz em escola pública, mas o meu ensino médio foi uma merda. Se não fosse o pré-vestibular que eu fiz e as horas de estudo, eu com certeza teria ido muito mal na faculdade.
O Ensino no Brasil é ruim, mas não é fazendo isso (que citei os pontos que eu acho que não favorecem) que vai melhorar. Existem vários meios de melhorar o ensino público, mas políticos prometem, prometem e nunca cumprem e no final a "jogada de gênio" é isso...
Desculpa se pareceu irônico, não foi minha intenção. O lance de valorizar vai de pessoa pra pessoa, é claro. Não dá pra generalizar. Eu só quis dizer que muitos não valorizarão a oportunidade que vão ter. Vão tomar a vaga de gente que, na minha opinião, merecia bem mais.

Filipe, não são apenas alunos de escola pública que reprovam nas engenharias e ciências exatas. Lembro-me que me formei com mais duas pessoas, de uma turma de cinquenta alunos. Os três formandos vieram de escola pública, enquanto mais de trinta alunos de escola particular atrasaram o curso em mais de um ano.
Eu sei disso, o que eu quis dizer era que muita gente que entra sem preparo e "fácil" desiste rápido.

Eu sou a favor de cotas sociais, mas não sou a favor de facilitar o curso. Lá dentro, quem tiver capacidade que se garanta. Podem haver atividades de nivelamento por parte dos departamentos, mas nunca baixar o nível da turma só porque os alunos tem um nível levemente inferior. É tarefa dos alunos se adequarem ao ambiente e rigor da universidade.
Não sou contra cotas sociais. Sou contra 50% de cotas sociais.

Re: Cotas
Resposta #35: 26 de Outubro, 2012, 17:57:00
  • Guan Zhuge
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Por que tem pessoas que acham que os alunos que entram pelas cotas são tão inferiores assim? Eles não estão dando oportunidades para os piores alunos da rede pública, mas sim para os melhores. Existem várias instituições públicas de qualidade que são contabilidadas para as cotas, mesmo sem precisarem dela. É o caso da Academia Militar das Agulhas Negras e dos institutos federais de educação tecnológica, por exemplo. Vocês esquecem que o ENEM servirá para escolher universidades em qualquer canto Brasil todo. De um modo ou de outro, os alunos que entrarão por essas cotas virão de instituições tão boas ou melhores que as particulares, alunos merecedores.

Eu sou a favor de cotas regionais, 50% ou mais de vagas reservadas para alunos do estado da universidade. Sem isso, muitos alunos do Norte e Nordeste acabam vindo estudar no Sudeste, pois a educação do Sudeste é mais precária que o resto do país.

Re: Cotas
Resposta #36: 26 de Outubro, 2012, 18:10:00
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"Guan Zhuge"
Por que tem pessoas que acham que os alunos que entram pelas cotas são tão inferiores assim? Eles não estão dando oportunidades para os piores alunos da rede pública, mas sim para os melhores. Existem várias instituições públicas de qualidade que são contabilidadas para as cotas, mesmo sem precisarem dela. É o caso da Academia Militar das Agulhas Negras e dos institutos federais de educação tecnológica, por exemplo. Vocês esquecem que o ENEM servirá para escolher universidades em qualquer canto Brasil todo. De um modo ou de outro, os alunos que entrarão por essas cotas virão de instituições tão boas ou melhores que as particulares, alunos merecedores.

Eu sou a favor de cotas regionais, 50% ou mais de vagas reservadas para alunos do estado da universidade. Sem isso, muitos alunos do Norte e Nordeste acabam vindo estudar no Sudeste, pois a educação do Sudeste é mais precária que o resto do país.
Tem muito mais coisas pra serem analisadas antes de dizer que alguém é "inferior" a alguém. Não devo ter sido claro ou não soube me expressar, quando se tem uma prova decente e que realmente avalie o nível do aluno, tudo bem. Sou totalmente contra as cotas (50%, principalmente) no ENEM, que pra mim não avalia nada. Eu fiz o ENEM 3 vezes. As notas são totalmente aleatórias, o sistema não é justo e as notas não condizem. Não digo por mim mesmo. E as cotas nesse caso não vão filtrar decentemente assim. Conheço gente que não sabe nada, fez uma prova ruim e que tirou nota maior que pessoas que acertaram 80% daquela prova maçante que mede resistência . e quer colocar cotas, que seja algo um pouco mais justo e digno.
Inclusive com isso, eu realmente entendo e concordo quando você fala de alunos de instituições de qualidade que concorrem por cotas, também acho errado.

Obs: Eu estou falando o que eu vejo, tendo entrado pelo ENEM e tendo visto essas coisas de perto durante algum tempo. Não é meramente achismo.

Re: Cotas
Resposta #37: 26 de Outubro, 2012, 22:51:00
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Acho que escolas públicas federais não entram em cotas .Apenas as estaduais e municipais.Por exatamente terem o ensino maior,eles tiraram essas escolhas;(ou seja nada de militar,cefet,if,pedro segundo e etcs);O que acho justo pelo nível de ensino.

Eu ainda não consigo entender perfeitamente a cota racial!O argumento deles é termos que pagar o preço do sofrimento da escravização por todos os anos.Mas não sei se isso seria muito certo,se alguém puder descrever isso melhor.

Sou a favor da cota social,mas não sei se seria tão grande assim.Porém no fundo,esse sistema de ensino não sei se seria o melhor,como podemos avaliar as pessoas por uma certa habilidade ?É o mesmo que aquela história dos animais diferentes pedirem para subir em uma árvore.É um outro ponto a ser discutido!

Re: Cotas
Resposta #38: 10 de Abril, 2013, 23:48:00
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não li as respostas por pura preguiça... hahaha
hj estou tentando me manter acordada esperando meu amor chegar da faculdade...

enfim...

Cota é apenas uma tentativa do governo tentar remediar as doenças da educação básica que tem uma diferença GIGANTESCA entre pública e particular...

parece que vai resolver o problema mas não vai... com muitas pessoas chegando as universidades com pouca educação de base, a qualidade do ensino superior vai cair...

educação forte em todas as fases desde o primeiro ano até o ensino médio é o que realmente resolveriam os problemas desse país...
MAIS APAIXONADA DO QUE NUNCA!!!!!

Re: Cotas
Resposta #39: 24 de Junho, 2013, 19:26:00
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Posso estar falando uma grande asneira, mas... em 1966, a copa do mundo não teve nenhum time africano, pois eles alegaram que queriam uma vaga direta pra copa em vez de disputar vaga com asiáticos.. sem contar que teve o Apartheid (?), ... e então, o pessoal da Fifa resolveu adicionar uma cota pra entrar sempre um time africano na copa... independente da ideia e do acontecido até aí, em 1970 Marrocos perdeu 2 jogos e empatou 1, 1974 Zaire perdeu os 3 jogos, um de 9 a 0, 1978 chegou a Tunísia, que finalmente fez 1 vitória e 1 empate,.. em 1982, lá vinham 2 aficanos xP Camarões e Argélia, .. ambos ficaram em terceiro do grupo e caíram fora..... mas eles continuaram deixando entrar 2, e depois 3, e depois 5, .. hoje em dia, parece que as cotas da copa funcionaram +D africanos "do mundo todo" (LOL) lutam por uma chegada até semifinal xP ....

Mas falando em universidade, .. ouvi falar que as cotas tão dando certo o.o que os que entram pelas cotas tão estudando tanto ou mais que os que não foram pelas cotas à faculdade... +D talvez um dia elas não sejam mais necessárias, mas hoje em dia, parece que tá funcionando o.o na real o certo é que se melhore a educação geral primeiro, e um dia, se tudo der certo, as cotas vão naturalmente deixar de ser relevantes até sumirem +D ..... xP
*Jungon* kawaii lover ^__^ if I was a rich girl, nanananananananananananananana.. ♫







Dai-Yoh, meu sentai :3 Episódio novo quando eu puder voltar a escrever... i.i

Re: Cotas
Resposta #40: 25 de Junho, 2013, 00:36:00
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sou a favor das cotas... só acho que nao deveriam haver TANTAS...

Re: Cotas
Resposta #41: 20 de Janeiro, 2014, 17:12:00
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Pra mim isso é só mais uma prova da falha do sistema público. Escola é igual e grátis pra todos e bibliotecas gratuitas tem em qualquer cidade até mesmo na própria escola. Não tem motivo pra dizer que não pode aprender só porque é pobre. E isso só acaba sendo injusto pros outros que tem que dar a vaga pra quem foi mal nos testes só porque ele tem algo que se encaixa nas cotas.

Re: Cotas
Resposta #42: 22 de Janeiro, 2014, 19:38:00
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Eu nunca entendi como um país que é contra o racismo na própria constituição federal pode instituir cotas raciais nas escolas e concursos públicos, alguém pode me explicar?


Re: Cotas
Resposta #43: 23 de Janeiro, 2014, 03:36:00
  • Jungon Masculino

  • Dono do Café
  • Administrador
  • Deus
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"shunt"
Eu nunca entendi como um país que é contra o racismo na própria constituição federal pode instituir cotas raciais nas escolas e concursos públicos, alguém pode me explicar?
Acho que eles veem isso como uma tentativa de inclusão de pessoas que não estão estavam conseguindo passar no vestibular, mas... do jeito que nós estamos vendo a situação, é como se falar de racismo fosse racismo... +D
*Jungon* kawaii lover ^__^ if I was a rich girl, nanananananananananananananana.. ♫







Dai-Yoh, meu sentai :3 Episódio novo quando eu puder voltar a escrever... i.i

Re: Cotas
Resposta #44: 23 de Janeiro, 2014, 04:33:00
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"Jungon"
"shunt"
Eu nunca entendi como um país que é contra o racismo na própria constituição federal pode instituir cotas raciais nas escolas e concursos públicos, alguém pode me explicar?
Acho que eles veem isso como uma tentativa de inclusão de pessoas que não estão estavam conseguindo passar no vestibular, mas... do jeito que nós estamos vendo a situação, é como se falar de racismo fosse racismo... +D
Não é bem assim. O que acontece é que dar cotas a negros apenas por serem negros é o mesmo que afirmar que negros tem menos capacidade para estudar ou aprender, ISSO é racismo. Não é tratando negros, índios ou pardos como "coitadinhos" e passando a mão na cabeça deles que se consegue combater o racismo ou se adquire uma educação decente. Até porque, acho interessante isso, antes do vestibular todo mundo gosta de brincar de Michael Jackson invertido, é um tal de branquelo virando pardo e pardo virando negro que vou te contar viu.

Cotas para escolas públicas são válidas, já que infelizmente a educação de nível médio e fundamental que o governo fornece é uma bela bosta quando comparada à rede particular.

Re: Cotas
Resposta #45: 23 de Janeiro, 2014, 05:38:00
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"the_kira"
Cotas para escolas públicas são válidas, já que infelizmente a educação de nível médio e fundamental que o governo fornece é uma bela bosta quando comparada à rede particular.
Em se tratando de conteúdo, acaba sendo a mesma coisa, pois ambas, tanto a governamenal quanto a particular tem o conteúdo e o métodos didáticos regulado pelo MEC, acaba tudo caindo na decisão do governo.

Eu estudei em escola pública e particular e sinceramente, as únicas coisas em que escola pública era diferente é que eles não pagam por besteira e aulas praticamente inúteis (ensino religioso? ficar estudando sobre várias religiões e fazendo atividades em grupo, isso não vai ser usado em faculdade alguma, e ainda significa menos tempo que se passa estudando as matérias "úteis"), não vão ter clubes e coisas assim, ou te pagar por agendas e ter que comprar seus livros (que no caso são piores os do governo, mas no fim o assunto ainda é o mesmo de qualquer forma porque é regulado), e que os alunos estão pouco se lixando pra aprender... Professores não é desculpa também porque boa parte dos meus professores da escola particular dava aula em escola pública também e isso vai mudar entre qualquer escola. Só que os alunos que os pais tão pagando a escola não ficam vagabundeando por aí, e a escola pega um pouco mais no pé, então as aulas vão melhor, mas se o assunto é aprender, você pode fazer isso em qualquer lugar, é só querer, coisa que alguém que te pergunta numa aula de inglês o que significa "he" ou "she" quando já teve aulas de inglês a anos não parece estar fazendo. É a única grande diferença que notei: os próprios alunos.
(Claro, particular ainda é melhor no geral mas a diferença é muito mais cultural, no comportamento e disciplina dos alunos do que do sistema de ensino. A única diferença mesmo é que a particular pega mais no pé, enforçando disciplina mas não é uma diferença grande pra que possa dizer que quem está em pública não vai aprender, ou vai aprender coisas diferentes, só não aprendem porque não querem, mesmo porque sempre tem blibliotecas gratuitas que todo mundo parece ter pavor)

Não deveria é ter cota alguma, no máximo ter pra pessoas com alguma deficiência mental. Quem quer aprender aprende, quem não quer não aprende, é simples assim. Não precisa nem mesmo de escola pra isso se a pessoa realmente quer aprender.

Re: Cotas
Resposta #46: 2 de Fevereiro, 2014, 20:45:00
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Claro que quem quer aprende, a questão não é essa. O fato é que a maioria absoluta dos alunos de escolas públicas estão fora das universidade, enquanto a maioria absoluta dos de escolas particulares estão dentro. O governos não pode se apoiar no argumento de que qualquer um pode aprender se quiser, até porque a força de vontade de quem não tem estrutura financeira e familiar deverá ser muito maior. O esforço é dobrado.
O papel do Estado é incluir, diminuir a diferença social, e com cotas se faz isso.

Re: Cotas
Resposta #47: 2 de Fevereiro, 2014, 20:59:00
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O esforço de ir numa biblioteca ler um livro é o mesmo pra qualquer um, assim como de prestar atenção na aula, mesmo que chegar até lá possa ser mais difícil pra um que pra outro. A maior diferença e que deve ser o motivo de tamanha diferença em quem passa é que simplesmente, quem está pagando, está mais interessado, ou é forçado pelos pais a estudar, enquanto quem vai pra escola pública, ou não paga cursos, está em sua grande maioria pouco se lixando, e passa metade da aula conversando pra não aprender nem o básico da matéria que o professor explicou. (em escola particular, por outro lado, todo mundo presta atenção, pergunta, acaba a tarefa e depois sim vai conversar, porque senão toma esporro dos pais quando chegar em casa).

Essa diferença é grande o suficiente pra ser o principal motivo disso tudo, e não é nada que cotas vá resolver, perigoso até mesmo piorar porque os alunos parte das cotas sabem que podem passar com notas baixas porque tem menos competição, e estudam menos ainda.

Quem quer aprender, aprende, quem não quer você pode tentar explicar o que for pra ele, vai entrar por um ouvido e sair pelo outro. Se tem alguma coisa que o governo possa tentar fazer pra tornar escolas públicas melhores é justamente isso, tornar elas melhores, como por exemplo fazer as escolas menos tolerantes a baderna. Só deixar mais fácil pras pessoas de escolas públicas passarem no teste não ajuda em nada, e não faz o menor sentido.

Re: Cotas
Resposta #48: 2 de Fevereiro, 2014, 21:24:00
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Resumir educação a "esforço de ir a biblioteca" está muito errado. Que tal professores bem pagos, material didático de qualidade, estrutura familiar, ambiente pró ensino? Sua visão é muito idealizada, não reflete a realidade.

Re: Cotas
Resposta #49: 2 de Fevereiro, 2014, 21:36:00
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Ir à biblioteca não foi a única coisa que mencionei, também mencionei prestar atenção nas aulas, que já é o mais importante pra todos os que vão à escola. E como disse antes, professores de escola particular muitas vezes dão aula em escola pública, e vice versa, não adianta querer culpar eles. Livros. Eles são padronizados pelo MEC, então todos tem o mesmo conteúdo, só é apresentado de forma diferente, no fim se o livro não for tão bem feito acaba só dando mais trabalho pro professor que não pode depender tanto dele, ele ainda tem um roteiro de matérias a seguir que vai ser o mesmo em qualquer escola.

Família: Isso não é coisa que o governo possa mudar, se os pais não cobram do filho estudar, ou não ensinam a ele que é importante, o governo é que não vai ensinar no lugar deles.

Minha visão não é idealizada, estou apenas me focando no mais importante e principal problema, e também na minha própria experiência tendo estudado tanto em escolas particulares quanto públicas. Escolas públicas podiam até ser idênticas em mordomias quanto as particulares, se os alunos continuassem os mesmos, não ia mudar muita coisa, porque eles é que não querem estudar nem aprender.

E como disse, colocar cotas não resolve coisa alguma, pode até mesmo piorar o problema.

Re: Cotas
Resposta #50: 2 de Fevereiro, 2014, 21:57:00
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Você não pode pegar a sua experiência e usar de referência pra uma país inteiro. Em São Paulo existe muita diferença entre uma escola em Parelheiros e outra do Jardins, por exemplo. Prestar atenção em uma aula nessas duas escolas são experiências totalmente diferentes. Claro que a diferença de uma escola pública boa, e uma particular ruim é pequena, mas não é o caso geral.
E o MEC só impõe o conteúdo mínimo, existe sim diferença entre o material didático, muita diferença. Além de toda estrutura e apoio que a escola particular pode oferecer, diferente da pública.
Em relação a estrutura familiar, acho que você não entendeu bem a complexidade da coisa, mas não importa.
O importante é que a diferença no ensino das escolas particulares e públicas vêm perpetuando um ciclo de desigualdade. Como eu disse antes, a maioria absoluta dos estudantes de escola pública não chegam a universidade.

Re: Cotas
Resposta #51: 3 de Fevereiro, 2014, 18:36:00
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"pau no gato"
Você não pode pegar a sua experiência e usar de referência pra uma país inteiro. Em São Paulo existe muita diferença entre uma escola em Parelheiros e outra do Jardins, por exemplo. Prestar atenção em uma aula nessas duas escolas são experiências totalmente diferentes. Claro que a diferença de uma escola pública boa, e uma particular ruim é pequena, mas não é o caso geral.
E o MEC só impõe o conteúdo mínimo, existe sim diferença entre o material didático, muita diferença. Além de toda estrutura e apoio que a escola particular pode oferecer, diferente da pública.
Em relação a estrutura familiar, acho que você não entendeu bem a complexidade da coisa, mas não importa.
O importante é que a diferença no ensino das escolas particulares e públicas vêm perpetuando um ciclo de desigualdade. Como eu disse antes, a maioria absoluta dos estudantes de escola pública não chegam a universidade.
Concordo.

Re: Cotas
Resposta #52: 3 de Fevereiro, 2014, 18:56:00
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Ok, pelo seu ultimo post consigo ver que temos visões politicas opostas. Vemos a função das instituições do Estado, Familia e Escola com propósitos completamente diferentes. Vou tentar explicar melhor aqui o que eu estou tentando dizer, começando pelos básicos.

Qualidade de Ensino

Quando digo que não há diferença substancial entre Pública e Privada me refiro a qualidade do ensino e a qualidade final de conhecimento dos alunos, não "quantos acabam dentro de universidades e quantos não". Escolas públicas e privadas não ensinam, nada. A qualidade de ensino no Brasil é extremamente baixa, tanto para públicas quanto para privadas. Alunos, tanto de públicas quanto de privadas, não aprendem praticamente nada, nenhum conhecimento verdadeiro, tudo que conseguem abstrair da escola é um monte de regras pragmáticas sobre como lidar com questões acadêmicas e somente isto, conhecimento genuíno e amor a esse conhecimento é próximo do zero. E isso se mostra bem nos testes de avaliação internacionais, onde os estudantes brasileiros, tanto de escolas públicas quanto privadas acabam com os piores desempenhos. E a situação não muda em nada no ensino superior, onde se produz cada vez mais artigos acadêmicos recebendo cada vez menos citações de artigos estrangeiros, em suma, o Brasil produz muito pouco de realmente produtivo para a comunidade cientifica internacional no campo acadêmico, porque nossas universidades não são bem administradas e por um motivo de ordem maior que afeta tanto o ensino superior quanto o escolar, que é um problema cultural: o completo descaso que o brasileiro tem por conhecimento genuíno, a falta de paixão por conhecimento. Isto não é um problema metodológico, economico ou politico. Isto é um problema da forma que o brasileiro enxerga a alta cultura.

Para o brasileiro o conhecimento não é um fim em si mesmo, mas uma etapa, um degrau a ser subido, para conquistar o diploma. Este é o fim último do conhecimento para o brasileiro. Para ele; sem o diploma o conhecimento não vale nada, pois é o diploma que num meio burocrático o permite subir na vida, o conhecimento sem diploma não lhe permite fazer isso portanto o conhecimento por si não possuí valor, não há como haver paixão. No máximo ele pode servir como um meio de afetação de status social, algo para se mostrar, pra fingir-se culto e importante, não realmente o valor do conhecimento em si mesmo. E isto não é um problema de hoje, vem desde os tempos do império e persiste até hoje nas mais altas esferas acadêmicas desse país.

Regulamentação

Você parece desconhecer na íntegra como o estado regula absurdamente o mercado de ensino e como essa regulamentação exagerada estrangula a concorrência e por fim a eficiência dos métodos de ensino(relação custo-qualidade).

A regulamentação do ensino no Brasil já advém do art. 209 da Constituição de 1988, onde é especificado:  
Art. 209. O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes condições:
I - cumprimento das normas gerais da educação nacional;
II - autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público.
Assim como os art. 210 e 214 já fixam as bases legais para com que o MEC e o Minestério da Cultura tenham a capacidade de fazer o que bem entenderem com mercado de ensino.

Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais. [...]

Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração decenal, com o objetivo de articular o sistema nacional de educação em regime de colaboração e definir diretrizes, objetivos, metas e estratégias de implementação para assegurar a manutenção e desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis, etapas e modalidades por meio de ações integradas dos poderes públicos das diferentes esferas federativas[...]
Como esses três artigos se traduzem no mundo escolar? Todo os projetos pedagógicos devem obedecer as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Esses orgãos legais impõem um monte de regras para todas as escolas, definindo quantos anos uma pessoa deve estudar, por quais matérias ela deve passar e quais devem ser ofertadas, até mesmo a obrigatoriedade de conteúdos algumas matérias. Obviamente, várias regulamentações de caracter ideológico estão inclusas nessas diretrizes. Essas regulamentações atingem não só os métodos pedagógicos e os conteúdos a serem passados, mas como os professores a habilidade de passar esses conteúdos. Todos os professores (de escolas públicas ou privada) devem por obrigatoriedade possuir um diploma especifico para ensino pedagógico, a licensiatura. Então mesmo que Einstein ou Newton viajassem no tempo e viessem a dar aulas de Física na sua escolinha local, ambos seriam presos por estelionato e falsa identidade, por estarem ensinando sem um papel dizendo que eles podem ensinar. Se não por isso, provavelmente seriam presos por falarem demais, já que o número de aulas e conteúdos a serem ensinados já vem prontos do MEC e os livros aprovados por ele. Alunos também sofrem por não ter opção alguma sobre o que aprender, já que tudo é regulado e planificado pelo governo para estudar exatamente aquilo que burocratas decidem ser valioso estudar, quando o conhecimento pedagógico já provou milhares de vezes que educação genuína só ocorre quando há interesse genuíno, e não pressão externa. Isso gera uma atmosfera de completo desinteresse por 99% do corpo discente e uma capacidade de aprendizagem genuína próxima do zero.

E pra piorar todo esse cenário, há o próprio aparelhamento burocrático criado pelo Estado brasileiro sobre qualquer ordem empreendedorial que também afeta as escolas. Para criar uma escola não basta contratar professores e matricular alunos. Primeira é preciso ter uma Entidade Mantenedora(empresa ou associação) registrada oficialmente e em dia com todas as papelada e impostos, para comprovar a idoneidade financeira de manter uma escola. Depois registrar essa Entidade na Secretária de Educação Estadual, e depois de confirmado o registro na SEE do seu estado registrar-se mais uma vez na Secretária de Educação Municipal. As escolas também não podem funcionar em qualquer lugar, na maioria das vezes existe um plano urbanistico que a prefeitura local se baseia para decidir onde a escola deve ser situada, e o estabelecimento também deve estar de acordo com as normas arquitetônicas e burocráticas vigentes para poder funcionar. E por último, é necessário enviar para SEE o Projeto Político-Pedagógico que especifica que método será usado para o ensino para avaliação e aprovação da Secretaria de Educação Estadual, para que finalmente a escola tenha permissão legal de funcionar. E isso tudo é só o processo burocrático visto de cima, se for entrar em detalhes esse parágrafo vai triplicar de tamanho.

Como você pode ver, criar uma escola não é fácil, e depois de criada você não tem lá muito liberdade de se diversificar de outras escolas, seu conteúdo será praticamente o mesmo, e seu preços serão artificialmente altos visto a alta quantidade de impostos e custos adicionais de ordem burocrática que você vai ter com o projeto. Toda essa regulamentação arbitrária faz com que a barreira de entrada nesse mercado seja bastante alta, o que diminui a concorrência, o que favorece o monopólio, o que reduz a qualidade do serviço, tanto para escolas públicas quanto privadas.

Públicas vs Privadas

Mas se é assim como as escolas privadas tem um desempenho tão melhor nos vestibulares que as públicas? Simples, numa mercado altamente regulado e numa atmosfera cultural com descaso ao conhecimento por sí, a garantia do diploma é tudo que elas podem oferecer aos seus consumidores (a demanda) e que ela pode usar para diferenciar-se das demais (concorrência).

Se o ensino é todo planificado e planejado por uma força externa de forma que todo o conteúdo vem pronto sem muito espaço para o que se adicionar ou retirar, todas as escolas são muito parecidas no seu valor acadêmico. Você soma isto ao fato de que o brasileiro não se importa com o conhecimento e fica óbvio o que as escolas privadas tem a ofertar para se manter no mercado. Nem mesmo os pais se importam com conhecimento genuíno, tudo que se importam é com o diploma e subir na vida, nenhum pai coloca seus filhos em escolas particulares porque quer que seus filhos se tornem o novo Aristóteles ou o novo Heisenberg, mas porque assim seus filhos tem mais chances de entrar numa faculdade conseguir o diploma do ensino superior com um bom emprego e subir na vida. É nisso que os pais mais se interessam (e por fim acaba sendo o mesmo interesse dos alunos. Obviamente há um interesse dos pais em oferecer um ambiente saudável e confortável para os seus filhos, mas geralmente a reputação da escola em passar seus alunos no vestibular fala mais alto) e acaba sendo nisso que as escolas privadas se focam, do ginásio até o fim do ensino médio, com a preparação para o vestibular, pois é isso que interessa a seus consumidores. Moldam o seu método pedagógico para se preparar para a prova, preparam simulados e oferecem cursinhos extra-curriculares para vestibulares. Chegam a moldar o ensino médio inteiro, dando todo o conteúdo previsto para três anos somente em dois anos, e passam o último ano inteiro revisando matéria para se preparar para o vestibular, o famoso Terceirão. E é daí que advém a alta taxa de admissão de alunos de escolas privadas em vestibulares. Não porque seus professores são mais qualificados, seus métodos melhores ou seu conteúdo mais avançado, mas simplesmente porque é isso que elas vendem.

Há também um caso mais apelativo de disciplina por parte do sistema privado. Se o aluno estiver jogando tempo fora, ele está jogando o dinheiro dos seus pais fora (e não dos outros como na escola pública) e a reputação da escola para baixo (e portanto sua capacidade de atrair mais clientes e manter-se no mercado). Por isso as escolas privadas constroem todo um sistema disciplinar mais severo, com agendas, notificações constantes e formas rápidas de comunicar-se com os pais de seus alunos. Os pais ganham a garantia de que seus filhos não estão torrando dinheiro, e a escola mantém sua reputação quando o aluno estiver com a decoreba do vestibular e for aprovado por um universidade de prestigio.

Os interesses da escola pública no entanto é meramente o alcance de metas burocráticas, sendo elas quase sempre de ordem ideológica. E tanto escola quanto os alunos possuem uma disciplina escolar muito mais leve por não estarem gastando suas próprias economias, o que leva a uma má preparação para a decoreba do vestibular.

O vestibular, sob instancia alguma, pode ser usado para representar qualidades de ensino. Eles só mostram que alguns tipo de escola se preparam melhor para ele, mas não que aqueles que passaram receberam ensino melhor, pois quando os melhores alunos de ambos os sistemas são testados com testes internacionais, ambos acabam com baixo desempenho.  E o que criou esse cenário é a falta de valor que o brasileiro dá a alta cultura, e regulamento excessivo que o estado impõe em cima desse setor de mercado.

Cotas


Nesse cenário as cotas não servem de nada para resolver o problema. Não só a premissa de Justiça Social em que elas se baseiam é discutível (coisa que não vou comentar agora porque é um assunto completamente diferente) como elas não trabalham com o núcleo do problema. Pior, elas dão livre passagem a alunos que estão acostumados com a baixa disciplina escolar e desvalorizam o esforço dos alunos de escolas privadas, dos seus pais e do trabalho do corpo docente das escolas privadas. É um sistema antiméritocrático que só pode gerar caos social e frustração em todas as partes envolvidas em troca de oferecer uma "ascenção social" e "justiça" que são em si mesmo bastante duvidosas.

Essas Cotas começaram com planos ideológicos raciais, que uma vez que foram mal recebidos e não alcançaram o objetivo que queriam, estão agora tentando mudar para algo não racial e não menos insano, também por um ideologia politica.

Para mim elas representam o caracter politico e funcional com que se toma o conhecimento no Brasil, um veículo de manobras sociais, enquanto isso nossos alunos continuam tirando notas extremamente baixas e nossas universidades cada vez mais ignoradas e atrasadas em relação a esfera acadêmica internacional. Cotas não resolvem o problema, nem mesmo o de pior preparação pra passar no vestibular.

Re: Cotas
Resposta #53: 4 de Fevereiro, 2014, 00:37:00
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Eu também concordo que as cotas não servem para resolver o problema. O governo não pode tentar restaurar uma casa que está condenada, começando pelo telhado. Tem que começar pela fundação. A questão é: a casa está caindo. Então, mesmo enquanto se planeja e executa a nova fundação, é preciso reforçar a estrutura do telhado. Ninguém quer ver a casa desabando pra só depois construir outra, certo?

As cotas deveriam ser uma medida paleativa, que permite o acesso da população das classes mais baixas às universidades, concursos, etc - situações onde essas classes são claramente atropeladas pelas classes que possuem um acesso "mais completo" à educação. Mas elas também deveriam ser medidas temporárias, utilizadas enquanto o governo resolve a terrível situação da educação pública no país, criando uma nova situação onde não fosse necessário favorecer uma classe por conta uma situação em que esse mesmo governo é responsável.


E eu também concordo plenamente com a parte que diz que o vestibular não é um bom medidor de ensino, mas infelizmente é a maneira mais "justa" para ser utilizada ainda hoje. É justa no papel, por dar a mesma chance de ingresso para todos que fizerem uma mesma prova. Não é justa na prática porque o acesso ao ensino que esse vestibular cobra não é padronizado para todos. Isso, claro, sem levar em conta a corrupção interna dos processos seletivos.

Re: Cotas
Resposta #54: 4 de Fevereiro, 2014, 07:52:00
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Você disse a mesma coisa com mais palavras. Na minha visão você ainda está errada, o MEC estipula diretrizes mínimas de ensino, mas existe autonomia pra se aprofundar o quanto for possível em qualquer área. Os professores precisam de um diploma, igualmente, mas os mais capacitados estão nas particulares, e isso é extremamento óbvio. Tirando o fato de que um professor bem pago não precisa se desdobrar entre duas, três escolas, para ganhar mais. E as escolar particulares têm toda liberdade de oferecer aulas extras, estrutura de qualidade e todo o tipo de suporte, isso também é óbvio. Qualquer um que passar na frente de uma universidade pública e prestar atenção vai perceber que tipo de pessoa engrossa as salas de aula.
E a política de cotas não garante acesso fácil, o aluno que recorre a ela ainda precisa se esforçar muito. Prova disso é o desempenho dos alunos cotistas serem superiores aos dos demais alunos.
E o que você disse sobre educação do Brasil...bom, eu acho precipitado, mas não vem ao caso.

E eu concordo Diomehiro, com absolutamente tudo. Tanto que a política de cotas devem ser implantada, e com o tempo, desaparecer.

Re: Cotas
Resposta #55: 4 de Fevereiro, 2014, 13:47:00
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Você disse a mesma coisa com mais palavras.
Que foi justamente o que eu disse que ia fazer no começo do post com a frase “Vou tentar explicar melhor aqui o que eu estou tentando dizer[...]”

Na minha visão você ainda está errada, o MEC estipula diretrizes mínimas de ensino, mas existe autonomia pra se aprofundar o quanto for possível em qualquer área.
Ok então. Tente adicionar mais matéria e conteúdo substancial quando as diretrizes “mínimas” preveem mais de 40 horas de trabalho por semana, mais de 10 matérias por ano, comendo tempo dessas matérias com conteúdos especificos, num corpo discente já extremamente desgastado, aborrecido e entediado com as matérias existentes, sendo que todo conteúdo adicional vai ser de utilidade zero quando eles forem fazer o seu vestibular e portanto de interesse zero para pegar o canudo que eles tanto adoram. Se um professor de Português quiser dar Semântica como conteúdo adicional da sua matéria para que seus alunos compreendam as nuances da Linguistica, ele pode muito bem fazer isto, mas não será de utilidade alguma para os seus alunos visto que Semântica não cai em vestibular (vestibular que o MEC mesmo constrói visto que as Universidade Públicas são as universidade de maior prestígio) e forçará ele a passar outros conteúdos com mais velocidade visto que ele tem de passar mais conteúdos numa mesma janela de tempo. Foi o que eu já mencionei antes de que qualquer matéria extra numa escola particular é inútil e só consome tempo do aluno.

O que eu estou tentando te mostrar é que as diretrizes “minimas” do MEC e da Minestério da Cultura não são nada “mínimas”, elas são extremamente altas e por sua própria natureza não permitem muita elasticidade dentro dessas diretrizes. A prova disso é a falta absurda de diversidade que há no mercado de ensino brasileiro. Todas as escolas são iguais. Todas suas diferenças são nuances minimas que se comparado com as diferenças que existem no exterior não são nada. A única forma de oferecer conteúdo diferenciado com essas regras é com Colégios Internos, onde os alunos tem que viver dentro das escolas e portanto elas podem chutar a carga horária lá em cima e abrir espaço para conteúdo adicional à carga horária do MEC. Mesmo os ditos “colégios alternativos” são alternativos somente no método pedagógico, eles ainda tem que usar livros aprovados pelo MEC e eles ainda tem de dar conteúdo aprovado pelo MEC (que em ambos os casos geralmente estão desatualizados diga-se de passagem. Porque, obviamente, como qualquer outro orgão governamental desse país o MEC é muito ineficiente no seu propósito). E essas escolas são a exceção, não a norma, justamente porque a norma é trabalhar dentro dessas diretrizes “mínimas”, são essas diretrizes que dificultam a capacidade de aprendizagem.

Os professores precisam de um diploma, igualmente, mas os mais capacitados estão nas particulares, e isso é extremamento óbvio. Tirando o fato de que um professor bem pago não precisa se desdobrar entre duas, três escolas, para ganhar mais. E as escolar particulares têm toda liberdade de oferecer aulas extras, estrutura de qualidade e todo o tipo de suporte, isso também é óbvio. Qualquer um que passar na frente de uma universidade pública e prestar atenção vai perceber que tipo de pessoa engrossa as salas de aula.
Elas tem toda liberdade, mas elas não tem os MEIOS de como fazer isso porque as diretrizes já são altas demais, tudo que elas tem viabilidade econômica em oferecer é aquilo que o seu consumidor mais demanda, preparações vestibulares. Estrutura de qualidade e suporte fala mais de conforto do que qualidade de ensino, o conteúdo continua o mesmo e a vontade de aprender também. A disciplina sim tem uma diferença, porque isso força o aluno a fazer decoreba do vestibular. E essa disciplina somado com o conteúdo focado no vestibular é que dá alta taxa de admissão nas universidades, não o número de quadras, projetores, apostilas encardenadas ou uniforme caro. Só pra você ter uma idéia de como disciplina faz uma diferença enorme, na China e na India escolas públicas possuem mais prestigio que as privadas porque a diretriz desses governos para essas escolas é baseada em disciplina e não em ideologia política como aqui no Brasil. Eles não perdem tempo com distribuição de kitgay ou passando o filme O Dia Depois de Amanhã e afins trocentas mil vezes na escola, são escolas extremamente puxadas e bem severas. Nesse cenário pais escolhem colocar seus filhos em escolas privadas porque as escolas públicas tem fama de tratar seus alunos como escravos, tamanha disciplina imposta pelo governo. E curiosamente, são dessas escolas públicas que saem os melhores alunos e são as mais prestigiadas.

O conteúdo de escolas públicas e privadas é praticamente o mesmo, o que muda é severidade com que esse conteúdo é imposto.

E a política de cotas não garante acesso fácil, o aluno que recorre a ela ainda precisa se esforçar muito.
Muito em comparação com outros cotistas visto que ele não está competindo com as escolas privadas. Se acha que vida de escola particular é mole e sem esforço está muito enganado. O cotista ainda está tirando chance de competição de alunos de escolas privadas.

Prova disso é o desempenho dos alunos cotistas serem superiores aos dos demais alunos.
Isso certamente é discutível
http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2013/04/1269984-cotistas-tem-desempenho-inferior-entre-universitarios.shtml

E o que você disse sobre educação do Brasil...bom, eu acho precipitado, mas não vem ao caso.
Precipitado? Você já viu os dados do PISA e número de CpP caindo como uma pedra nos últimos 15 anos?

Cotas

Quanto ao que Diomehiro propõe, com cotas temporárias até que... sabe-se lá até quando.

Isso não funciona. Nunca funcionou em nenhum lugar do mundo e não vai funcionar agora. Cotas nasceram como uma muleta do governo em ofercer “oportunidade de ascenção social” para resolver os problemas de desigualdade social no país, mas eis aqui a dura verdade: os problemas de desigualdade no Brasil são de ordem Economica e Cultural, não de qualificações. Estabelecer cotas não vai mudar nada o cenário de desigualdade pois não é a “falta de diploma e instrução” que criam favelas no lado de condominios fechados. Não só as cotas atingem uma parcela minuscula da população pobre, mas mesmo quando o dito cotista pega seu diploma e está “instruído” (tanto o quanto uma universidade brasileria consegue deixar alguém instruído, que é bem pouco diga-se de passagem), ainda não há mercado para ele além do ensino superior.

Assim como bunda, futebol e cerveja, é um fetiche comum do brasileiro que aumentar a educação vai resolver a situação de miséria no pais. Não resolve. Cuba desde do primórdio do seu regime teve a meta de dar educação a todos. Foi um dos primeiros e poucos países do mundo a conseguir eliminar o anafalbetismo. Hoje, seu povo ainda é miserável e homens com canudo de medicina estão trabalhando de taxista nas ruas. Se não há oportunidade de trabalho e uma cultura que instiga e preza o trabalho (inves de subir na vida com esqueminhas e espertezas) a miséria persiste. E não se aumenta a oportunidade de trabalho dando diplomas pra todo mundo, isso tem o efeito justamente contrário, isso tira o mérito e prestigio de um diploma, que passa de uma conquista única para um requerimento básico, e sobe ainda mais os requisitos de cargos bem remunerados que antes pediam um diploma para agora estar pedindo pós-doutorados e especializações.

Se aumenta oportunidade de trabalho diminuindo a barreira de entrada no mercado, porque 180 milhões de cabeças certamente trabalham muito melhor que concessões politicas. E se faz isso diminuindo impostos e aumentando a qualidade e efetividade das regulamentações, isso mantém o mercado rodando, reduz os preços, impede a formação de monopólios e garante que sempre haverá empregos bem remunerados para trabalhar. Assim como adotar uma politica mais disciplinada com o Banco Central para ele parar de inflacionar desvalorizar o real tirando todo o poder do compra das classes mais baixa (isso é um problema extremamente sério e uma das principais causa de desilguadade no país, visto que a desvalorização monetária pega muito mais pesado nas classes pobres do que nas classes ricas).

Agora, onde está todo o movimento politico forçando o governo adotar essas medidas?  Aparentemente em lugar algum, porque tudo que o governo tem feito é justamente o oposto, mais regulamentação, mais imposto, mais moeda desvalorizada pra vender soja a preço baixo e as forças politicas em jogo continuam avançando para essa mesma direção. Que peso cotas de classes baixas tem num cenário desses? Como que as universidades e o governo vão melhorar a cultura se eles são os carrascos da mesma? Como eles vão aumentar a oportunidade de emprego se eles estrangulam todos os setores da economia? Educação não resolve, educação formal brasileira é pragmática, fria e vazia, e nesse estado a única coisa que pode advir dela é um monte de ignorantes com canudo e analfabetos funcionais formados. Ela não tem poder de mudar toda a cultura de um país que vai muito além de questões acadêmicas. Universidades não só coordenam mas elas também refletem a cultura de um país. Os ditos formadores de opinião que saem dela não vieram do vácuo, assim que como as próprias universidades vivem num meio cultural que as influencia diretamente, e por isso ela não conseguem influenciar a cultura da noite para o dia, geralmente levando de 20 a 30 anos para conseguir fazer uma mudança substancial em uma parte da cultura de seu país.

Cotas criam mais caos social por tirar o mérito daqueles que são de fato mais capacitados e podem oferecer uma produtividade melhor para a sociedade enquanto dá uma muleta ao doente quando pode curá-lo muito mais rápido do que o tempo que necessita pra acostumar ele com a muleta (que vocês mesmo adimitem que vai ter de ser jogada for a depois). Só diminuir a barreira de entrada no mercado de ensino já deixaria as escolas particulares muito mais baratas e acessíveis a familias de baixa renda, inves de queimar o dinheiro daqueles que tinham e investiram na sua própria educação. Assim como deixar universidades particulares mais baratas e eliminando essa situação bizarra em que universidades públicas tem mais prestígio por pura concorrência por vagas inves de produção acadêmica. Também vai abrir o mercado pra mais diversidade e métodos novos de avaliação e inclusão inves de um monte de questão em 10 páginas pra se fazer em duas horas.

Re: Cotas
Resposta #56: 5 de Fevereiro, 2014, 22:16:00
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Sinceramente, não vou nem me dar ao trabalho de ler tudo, se você quer continuar nesse mundo dos sonhos, onde o MEC controla cada minuto de aula nas escolas do Brasil, eu simplesmente desisto. Você está falando de tudo, menos da realidade.

Re: Cotas
Resposta #57: 5 de Fevereiro, 2014, 22:51:00
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Ok, se você quer fugir da discussão com um Strawman não posso fazer nada.

Re: Cotas
Resposta #58: 5 de Fevereiro, 2014, 23:47:00
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"pau no gato"
Você disse a mesma coisa com mais palavras. Na minha visão você ainda está errada, o MEC estipula diretrizes mínimas de ensino, mas existe autonomia pra se aprofundar o quanto for possível em qualquer área. Os professores precisam de um diploma, igualmente, mas os mais capacitados estão nas particulares, e isso é extremamento óbvio. Tirando o fato de que um professor bem pago não precisa se desdobrar entre duas, três escolas, para ganhar mais. E as escolar particulares têm toda liberdade de oferecer aulas extras, estrutura de qualidade e todo o tipo de suporte, isso também é óbvio. Qualquer um que passar na frente de uma universidade pública e prestar atenção vai perceber que tipo de pessoa engrossa as salas de aula.
E a política de cotas não garante acesso fácil, o aluno que recorre a ela ainda precisa se esforçar muito. Prova disso é o desempenho dos alunos cotistas serem superiores aos dos demais alunos.
E o que você disse sobre educação do Brasil...bom, eu acho precipitado, mas não vem ao caso.
Hum... Devo discordar '-' Sou professora de colégio público e sei que tal autonomia não existe... Nossos livros de chamadas são checados para verificar se estamos seguindo o que nos foi designado. E na real, tais diretrizes são voltadas para deixar os alunos terem o mínimo do mínimo conhecimento, porque é melhor que existam pessoas que não questionem e aceitem... Infelizmente fazemos o mesmo ao seguir o que nos é imposto 'ensinar' e não ensinamos conteúdos realmente adequados, porém existem as exceções... Colégios militares são melhores por conseguirem tal autonomia, mesmo tendo que levar em consideração as diretrizes do MEC... O Estado não tem como interferir no sistema, por isso a qualidade aumenta.

Quanto a professores mais qualificados trabalharem em particulares... Depende... Depende do colégio particular, aqueles que veem os alunos como "clientes" fazem com que o salário não importe e os professores não fiquem e prefiram a estabilidade de um emprego público. O que é melhor em um colégio particular é a flexibilidade, a quantidade de alunos na sala de aula... E isso ajuda muito. Sem entrar no quesito inclusão. Fora que é melhor dar aulas em universidades, mas isso não vem ao caso agora XD

Com relação aos estudantes cotistas... Isso depende do interesse do aluno, o quanto ele esta disposto e o apoio da família. Tem aqueles que se esforçam o máximo que podem, mas não conseguem acompanhar o conteúdo (isso conta com a base que tiveram no Ensino Médio, com as diretrizes que o MEC passa); tem que trabalhar e fazer faculdade (não aguentando fazer os dois, mesmo com o graaande auxilio que o governo da :) )  e tem aqueles que simplesmente conseguem a vaga e não aproveitam...  Tirando a oportunidade de quem realmente quer estudar. Acho que, talvez, se utilizassem as notas dos alunos do ensino médio para entrar na faculdade, como já fazem em alguns lugares aqui mesmo, seria melhor para as cotas '-' Assim já veriam o interesse do aluno no estudo.

"pau no gato"
Sinceramente, não vou nem me dar ao trabalho de ler tudo, se você quer continuar nesse mundo dos sonhos, onde o MEC controla cada minuto de aula nas escolas do Brasil, eu simplesmente desisto. Você está falando de tudo, menos da realidade.
Pode não controlar cada minuto, mas que dita as regras dita XD


:3

Família  ♥
Forever ♥
Magina =x
Talvez XD

Re: Cotas
Resposta #59: 6 de Fevereiro, 2014, 10:55:00
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"Jujucristine"
Ok, se você quer fugir da discussão com um Strawman não posso fazer nada.
Não quero fugir da discussão, mas li tanto absurdo que não teria tempo nem paciência de responder. Você tem a visão de uma menina do interior, ou então vive em um ambiente muito pouco diversificado socialmente. Eu estudei em escola pública de periferia boa parte da minha vida, e estudei em faculdades públicas o resto, e devo dizer que não ter aula de física durante meu terceiro colegial todo, e ter aula de reforço de física no colégio Bandeirantes, são coisas diferentes. Eu entrei na melhor faculdade pública do Brasil, e vi que não estava preparado pra acompanhar o ritmo das pessoas que vieram da particular. A diferença é gritante.
E lendo seu comentário, primeiro você está partindo do pressuposto de que todas as escolas ensinam a mesma coisa, o que é um absurdo. Depois você disse que pra escola particular se diferenciar da pública deveria adicionar conteúdo, o que também é um absurdo. As escolas públicas formam analfabetos fucionais, elas não ensaniam nem o mínimo. Até a quarta série do fundamental, ainda é possível achar alunos que não sabem ler. Sem considerar o deficit de exatas, a maior parte dos alunos de escolas públicas se forma sem entender nem as propriedades básicas de operações com frações, radiciação, matriz ou funções. E isso é a realidade que se observa em pesquisas ou no cotidiano. Então foi nesse ponto que eu desisti.
Eu prefiro escolher em que discussões entrar, e essa não será um caso, ainda mais com seus textos longuíssimos.

Sakuragome, estava dizendo que as escolas particulares têm a possibilidade de ir além ou aproveitar melhor o ensino, além das diretrizes mínimas do MEC.

Re: Cotas
Resposta #60: 6 de Fevereiro, 2014, 13:02:00
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Eu estudei em escola pública de periferia boa parte da minha vida, e estudei em faculdades públicas o resto, e devo dizer que não ter aula de física durante meu terceiro colegial todo, e ter aula de reforço de física no colégio Bandeirantes, são coisas diferentes. Eu entrei na melhor faculdade pública do Brasil, e vi que não estava preparado pra acompanhar o ritmo das pessoas que vieram da particular. A diferença é gritante.
Pera... que diabos... não era você que estava dizendo "Você não pode pegar a sua experiência e usar de referência pra uma país inteiro."? Que merda de hipocrisia é essa?! Se fosse levar nossas experiências em consideração, eu estudei em 6 escolas públicas diferentes e duas privadas (no prézinho e da quinta a oitava série). Todas na região da grande Londrina (então não sou garotinha do interior para sua informação). Meu ensino médio inteiro foi em escola pública, eu tive exatas inteira em escola pública, função, matriz, raiz, equações de segundo grau, operações com números imaginários, termodinamica e etc. Tenho certeza no entanto que se você perguntar para muitos dos meus colegas hoje vão dizer que "não tiveram" tais conteúdos ,"que não foi passado", afinal, é dificil ver os conteúdos passando quando tudo que eles se importavam era quem ficou com quem, quem era mais gatinho, quando vai ser a próxima balada, quem comeu quem na novela ou quem vai ficar com todo o trabalho no próximo grupo, eles estavam no segundo ano me perguntando o que era um "she" nas aulas de inglês, quando o nosso conteúdo estava muito mais a frente. Passei no teste de seleção de primeira. Sem quase ter de pegar num livro pra estudar porque eu sempre achei estudar um grande pé no saco, raramente anotava as coisas do quadro também, só ficava sentada no fundo da sala com a mochila em cima da mesa prestando atenção no que a professora estava dizendo, isso quando eu não estava lendo alguma outra coisa mais interessante que peguei na biblioteca. Isso porque os professores de escola pública nunca realmente se importavam se eu estava anotando, nunca se importavam se eu estava com a mochila fechada em cima da mesa ou se importavam que eu estava lendo As Crônicas de Narnia ou as Brumas de Avalon na carteira. E não se importavam comigo da mesma forma que não se importavam com a sala inteira, com professor de matemática falando pro vácuo quando 90% das carteiras tavam viradas de costas pra ele pras meninas poderem galinhar melhor. Se fosse em escola particular minha agenda teria 5 carimbos da coordenação por dia e uma mãe rosnando em casa, pois pra sua informação sou filha de uma costureira de langerie solteira e com dois filhos, me colocar em escola privada pelo ginásio inteiro foi um puta sacríficio pra ela, mas era melhor que entrar na única escola pública com vagas no momento que estava sempre cheia de drogados. D-I-S-C-I-P-L-I-N-A. E ainda tive duas tias próximas que trabalhavam em duas das escolas públicas, o que me dava acesso à sala dos professores às vezes durante o lanche deles, ou reuniões quando ia fora do horário de aula. Posso me dar o direito de usar só essa informação pra aplicar isso pra um país inteiro agora?

E lendo seu comentário, primeiro você está partindo do pressuposto de que todas as escolas ensinam a mesma coisa, o que é um absurdo. Depois você disse que pra escola particular se diferenciar da pública deveria adicionar conteúdo, o que também é um absurdo, as escolas públicas formam analfabetos fucionais, elas não ensaniam nem o mínimo. Até a quarta séria do fundamental, ainda é possível achar alunos que não sabem ler. Sem considerar o defict de exatas, a maior parte dos alunos de escolas públicas não entendem nem as propriedades básicas de operações com frações, radiciazão, matriz ou funções. E isso é a realidade que se observa em pesquisas ou no cotidiano. Então foi nesse ponto que eu desisti.
Eu prefiro escolher em que discussões entrar, e essa não será o caso, ainda mais com seus textos longuíssimos.
Aparentemente você acabou como um analfabeto funcional também então (hey, você se deu o direito de dizer que eu estou desconexa com a realidade), porque eu já expliquei duas vezes de forma bem detalhada que a diferença entre pública e privada está na disciplina imposta no conteúdo, o que automaticamente significa que todas as diferenças entre os alunos se deve à forma como o conteúdo é passado e recebido e não que conteúdo é passado e recebido. Analfabetos na quarta série não disprova o que eu disse. Os conteúdos previstos para serem passados são basicamente os mesmos, e eu sei disso porque tinha duas tias que trabalhavam em administração escolar. Sim há escolas em que alunos até a quarta série não sabem ler ou escrever, também há escolas de indigenas onde se passa mais da metade do curso estudando agricultura, também há escolas só de meninas, escolas de freiras, internatos, escolas militares e etc, mas essas escolas não são a norma, elas são as excessões, elas não formam o quadro da norma, elas formam o quadro da variação para além da norma, a exceção, obviamente nenhuma regra geral tem precisão quando aplicadas a elas, elas só fazem parte do quadro nacional mas seu impacto é pequeno porque elas não são numerosas o suficiente.

Você parece nem entender o que diabos é um Strawman. Strawman é o termo americano (não, eu nunca fiz cursinho de inglês, todo meu inglês veio de escolas públicas se está curioso) para uma falácia lógica em que o debatedor deforma os argumentos de seu adversário e depois apresenta contra-argumentos que refutam os argumentos modificados, para dar a impressão de ter refutado seu adversário, quando refutou somente os argumentos que ele mesmo criou e que só possuem uma semelhança ao argumento do adversário. Monta-se um espantalho (strawman) e se bate nele até ele cair, para dar a impressão que você derrubou seu adversário. Isso é um strawman e é justamente isso que você está fazendo quando toma que toda minha argumentação gira em torno das diretrizes regulatórias do MEC que você já toma como se eu estivesse as elevando num nível absoluto. A disciplina, o plano economico,  a qualidade de ensino, a justiça social, o funcionamento das sociedades, isso tudo não parece existir na minha argumentação pra você, só há o maldito MEC acorrentando os professores, como se isso fosse toda minha argumentação (e toda a causa do problema). Você fala de estatisticas mas ignora completamente meu discurso baseado nos dados da PISA e da Scimago. Fala de exemplos mas ignora meu conhecimento sobre escolas públicas e privadas ao redor do mundo (que eu peguei do livro de James Nicholas Tooley, professor de Políticas de Ensino da universidade de New Castle na Inglaterra, "The Beautiful Tree: a personal journey into how the world’s poorest people are educating themselves"). Você fala de desigualdade social mas ignora todo o meu dicurso sobre o ponto. Nem comenta sobre as cotas sob a perspectiva meritocrática. Não, tudo que argumenta é que o MEC regulamenta demais. Só isso. Pau no gato, você está fugindo da discussão sim.

Já estive em muitas discussões, muito mais embasadas que essa aqui pra falar a verdade (e em nenhuma vez desisti porque o adversário "falava demais"), e o seu comportamento não é novidade alguma. Isso já não é nem mais uma discussão, já desceu a nível de um debate (Se não sabe a diferença entre uma discussão e um debate:  Em uma discussão ambos os lados baseiam seus discursos em sistemas lógicos puros embasados em dados empíricos com confrontação desses dados e posteriormente uma síntese. Um debate é quando os dois lados usam um monte de argumentos retóricos para conquistar a confiança de alguém). Um dos lados começa a simplificar suas propostas num monte de chavões e slogans que possam ser absorvidos com facilidade e causar impacto psicológico enquanto simplifica ainda mais as do adversário, reduzindo a antitese dos seus próprios argumentos a uma caricatura repugnante e incompreensível, contornando todas as discussões aprofundadas que poderiam amolecer a convicção de terceiros. Indignado com o descaso de um dos lados, o outro discurssante começa então a fazer o mesmo, o que significa que que as idéias do adversário nunca são examinadas imparcialmente nos seus próprios termos e segundo as intenções do orador, mas são sempre deformadas para se tornarem tão repulsivas que a mera tentação de lhe conceder um pouquinho de dúvida soa ela própria como inaceitável, quebrando o aspecto discurssivo da conversa para uma mera confrontação de preconceitos.

Se você não consegue enxergar propostas novas, por mais absurdas que pareçam, e analisa-las em seus próprios termos, você não sabe o que é uma discussão e como a ciência funciona. e antes que reclame que eue stou fazendo o mesmo: se tivesse lido o post com calma teria visto que falei de cotas num campo muito mais abrangente que suas consequencias imediatas e sobre vários aspectos diferentes, teria visto que levei essa discussão a sério.

Re: Cotas
Resposta #61: 6 de Fevereiro, 2014, 13:24:00
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Eu usei minha experiência para ilustrar, e em seguida disse que é o que se observa no cotidiano e nas pesquisas. Então, não, você não pode aplicar isso ao país inteiro.

E alunos sem saber ler na quarta série é mais comum do que você imagina nas escolas públicas da zona leste (a região mais populosa de São Paulo). Ou seja, são numerosas o suficiente.

Sobre o que eu ignorei a respeito de escolas ao redor do mundo, você está saindo da discussão, estamos falando da realidade brasileira, referências como essa não interessam tanto nesse caso. E realmente não li com atenção a maior parte dos seus posts, sinceramente não senti interesse. E se ignorei alguma coisa, foi porque as perdi no meio de afirmações que achei absurdas.

Re: Cotas
Resposta #62: 6 de Fevereiro, 2014, 14:02:00
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Eu usei minha experiência para ilustrar, e em seguida disse que é o que se observa no cotidiano e nas pesquisas. Então, não, você não pode aplicar isso ao país inteiro.
Que foi justamente o que eu fiz no começo dessa discussão, mas você foi bem rápido em apontar uma experiência anecdota como inválida... Ou você entendeu que eu estava dizendo que todos os alunos deviam ir pra biblioteca e sentar o rabo com qualquer livro pra sair de lá 5 horas depois? Sequer passou pela sua mente que isso estava ilustrando um ponto sobre a natureza do processo de ensino e a qualidade do ensino brasileiro? (como mais tarde mostrei que se observa nos dados do PISA e do Scimago)

E alunos sem saber ler na quarta série é mais comum do que você imagina nas escolas públicas da zona leste (a região mais populosa de São Paulo). Ou seja, são numerosas o suficiente.
E são mais númerosas ainda na região Norte e Nordeste do país, isso não torna a desigualdade social deles muito melhor ou muito pior que as de São Paulo. Todo o anafelbetismo do país tem uma média de 9%, 20% se você só considerar as piores regiões. 20% ainda está muito longe de 50% pra se definir como a norma. Esse ponto já é problemático quando já mostrei outros pontos (que você aparentemente não leu), como o de que Cuba conseguiu eliminar o anafalbetismo do seu país e a sua população ainda é extremamente miserável (hey se isso é falso então explique porque). Talvez esse exemplo indique que qualificação formal não é uma causa principal de desigualdade social, no máximo um agravante, e elimina-lo não vai resolver os problemas de desigualdade social no país, podendo criar até outros problemas como o do taxista em cuba.

Sobre o que eu ignorei a respeito de escolas ao redor do mundo, você está saindo da discussão, estamos falando da realidade brasileira, referências como essa não interessam tanto nesse caso.
Ok, você pode usar experiências anecdotas para ilustrar um ponto (eu não posso, isso já é ir longe demais com uma experiência anedocta) mas eu não posso usar o livro de um professor de Políticas de Ensino de renome para ilustrar um ponto, eu não posso olhar para as escolas de outros países de terceiro mundo para tirar uma abstração do problema brasileiro, não, isso é errado. Isso é ilógico, temos que olhar só para o nosso próprio umbigo, porque o resto do mundo não enfrenta os problemas que temos, o resto do mundo não tem escolas particulares e privadas portanto não podemos tirar nenhuma experiência deles para as nossas escolas. /Socrate's method off

E realmente não li com atenção a maior parte dos seus posts, sinceramente não senti interesse. E se ignorei alguma coisa, foi porque as perdi no meio de afirmações que achei absurdas.
Ao menos admite que estava tendo uma resposta emocional desde o começo, e eu estou tendo uma resposta emocional agora porque estou indignada com a sua cara de pau de mostrar descaso com uma discussão séria porque achou absurdo um ponto dentre vários.

Re: Cotas
Resposta #63: 6 de Fevereiro, 2014, 14:56:00
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Quando eu disse em usar sua experiência de referência ao país, estava me referindo ao trecho em que contou sobre as diferenças do ensino público e privado, que, segundo você naquele momento, era apenas o interesse dos pais por estarem investindo ou não dinheiro na educação, e por isso cobravam mais dos filhos.

Quando falei do aluno que não sabe ler, estava tentando evidenciar os problemas do ensino público em relação às diretrizes do MEC (acredito que no cronograma do MEC os alunos já deviam saber ler na quarta série, mas estou apenas supondo).

O que eu quis dizer, em questão aos seus comentários a respeito do ensino em outros países, é que o foco da conversa era um: as diferenças entre ensino público e privado. E nesse ponto pouco interessa informações descontextualizadas do ensino em outros países.

Não sei que diferença essa ultima parte faz, então vou ignorar.

Re: Cotas
Resposta #64: 6 de Fevereiro, 2014, 16:35:00
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Quando eu disse em usar sua experiência de referência ao país, estava me referindo ao trecho em que contou sobre as diferenças do ensino público e privado, que, segundo você naquele momento, era apenas o interesse dos pais por estarem investindo ou não dinheiro na educação, e por isso cobravam mais dos filhos.
É isso que estou falando sobre fazer uma caricatura repugnante dos argumento do adversário. Apenas?! Você por acaso leu com atenção o que escrevi? Quando eu disse que esse era o único problema? Eu disse que era o mais importante, porque pra mim a cultura é o maior problema desse país o que abranje o interesse e a disciplina dos alunos, mas em nenhum momento eu disse que isso era o único problema. Muito raramente um problema real do mundo tem uma causação só, em quase todas as situações é uma gama de atributos correlacionados, muitas vezes até mesmo distantes, que geram o quadro-problema, com um atributo especial que mais contribuí para o quadro geral. Mas falei que:

[...]tanto a governamenal quanto a particular tem o conteúdo e o métodos didáticos regulado pelo MEC[...]
[...] a escola pega um pouco mais no pé[...]
mas a diferença é muito mais cultural, no comportamento e disciplina dos alunos do que do sistema de ensino. A única diferença mesmo é que a particular pega mais no pé, enforçando disciplina mas não é uma diferença grande pra que possa dizer que quem está em pública não vai aprender, ou vai aprender coisas diferentes
Desde o meu primeiro post meu ponto principal sobre a diferença entre Público vs Privado sempre foi a disciplina, com várias causações pra essa variação de disciplina e pontos complementares sobre a qualidade de ensino. Como diabos você consegue reduzir toda a argumentação de outra pessoa a somente um único ponto? Você mede o sistema lógico do adversário baseado em quantas palavras ele leva pra decorrer sobre um assunto? Não consegue interpretar os atributos no seu próprio sistema lógico?

Quando falei do aluno que não sabe ler, estava tentando evidenciar os problemas do ensino público em relação às diretrizes do MEC (acredito que no cronograma do MEC os alunos já deviam saber ler na quarta série, mas estou apenas supondo).
Isso mostra a ineficiência do ensino público, mas não que as diretrizes são irrelevantes ou não estão lá. Eu já falei que para escolas públicas o maior interesse deles é o cumprimento de metas burocráticas, de uma forma bem elástica. O MEC determina que tal e tal conteúdo deve ser passado em determinado momento, mas ele não pode determinar se o aluno vai aprender esse conteúdo ou não. A premissa deles é que se o aluno passou de ano ele entendeu o conteúdo, mas obviamente isso é falso porque professores passam alunos desqualificados para cumprir metas de aprovação e fazer o sistema parecer bom quando visto somente pelos números. Em muitos casos, o professor só continua dando o conteúdo previsto mesmo que ninguém esteja habilitado a entender nada, porque essa é a meta burocrática que ele deve cumprir. Como o caso de colegas meus não saberem o que é um “he” ou “she” no segundo ano do ensino médio quando estavamos conjugando frases complexas em diferentes tempos no livro ou o seu caso de alunos analfabetos na quarta série. Pro sistema público isso pouco interessa, não há disciplina, ele só tem de atingir metas burocráticas, metas no papel, números e letras num papel sejam que conteúdos deve dar ou quantos alunos devem passar pra se mostrar “eficiente”. O MEC só estabelece essas diretrizes mas não pode determinar o quão bem elas serão aplicadas (em que se tratando do governo quase sempre é muito mal).

O que eu quis dizer, em questão aos seus comentários a respeito do ensino em outros países, é que o foco da conversa era um: as diferenças entre ensino público e privado. E nesse ponto pouco interessa informações descontextualizadas do ensino em outros países.
Exatamente. O foco da conversa é a diferença do ensino público e privado, e meu argumento é que a diferença de admissão nas universidades se deve a disciplina diferente dentre essas duas comunidades. E para mostrar com um exemplo empirico de como disciplina é determinante no nível de admissão em universidades eu mostro em uma situação do mundo real e que está acontecendo nesse exato momento em que trocar o local da alta disciplina, do privado para o público, troca quem possue o maior nível de admissão e prestigio. Eu estou dando bases reais para o meu ponto e tenho de fazer com escolas do exterior porque é impossível provar esse ponto no quadro brasileiro visto que não há escolas públicas que enforçam a disciplina mais que as particulares. Onde diabos isso é fugir do contexto?

Não sei que diferença essa ultima parte faz, então vou ignorar.
Diferença de que você já cometeu vários erros éticos discurssivos e não parece mostrar nenhum remorso quanto a isso, em suma, você não está levando seu adversário a sério, o que abaixa a produtividade dessa discussão.

Re: Cotas
Resposta #65: 6 de Fevereiro, 2014, 17:18:00
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Bem, se você acha que as minhas críticas não abrangem todos os pontos do seu argumento, é porque eu estava criticando pontos específicos. Não quis dizer que tudo o que você disse está errado, até porque eu não prestei atenção em tudo. Não se sinto ofendida, estamos aqui para ter uma conversa saudável.

Re: Cotas
Resposta #66: 6 de Fevereiro, 2014, 17:24:00
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Bem, se você acha que as minhas críticas não abrangem todos os pontos do seu argumento, é porque eu estava criticando pontos específicos.
E é isso que está errado. Não se critica um ponto especifico sem entender todos os pontos porque os outros pontos podem tornar sua crítica inválida a priori.

Re: Cotas
Resposta #67: 6 de Fevereiro, 2014, 18:08:00
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Bom, na minha opinião esse é o ponto essencial. Acho que as cotas sociais e raciais se justificam justamente por ter algum fator externo que desfavoreça esses dois públicos de terem acesso a universidade, no caso é a incapacidade do Estado de prover condições mínimas de acesso ao ensino de qualidade a toda população. E por mais que estudo não seja a única ferramenta de inclusão social, ela é a principal, então isso resulta na desigualdade social gigantesca do nosso país.
Sem contar a contradição imensa que é o ensino público básico ser de tão baixa qualidade, enquanto o superior público é tão melhor. O Governo investe muito mais no ensino universitário, que é historicamente destinado a elite, enquanto as migalhas do orçamento federal ficar aos menos favorecidos. Não parece estranho um governo que investe mais na educação dos filhos de quem tem condições do que na população carente?
Então as cotas servem para compensar isso. O cotista ainda precisa estudar, ainda precisa de esforço pra passar no vestibular, mas com uma forcinha do Estado (que negligenciou condições de ensino durante toda a vida do cotista).
Claro que as cotas não são a medida ideal pro problema da educação, mas é uma ação importante e complementar da solução. Mas, resumindo, são as muletas de um aleijado, e dizer que correr é igualmente fácil para um aleijado com muleta e alguém saudável, convenhamos...

Re: Cotas
Resposta #68: 7 de Fevereiro, 2014, 13:56:00
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Lá vamos nós de novo...

O fator “externo” nas Cotas Públicas é o próprio Governo e a Cultura, ou seja, não é externo coisa nenhuma, é o próprio sistema que está errado. Essa “externalização” não justifica Cotas porque o próprio governo é culpado pelo quadro que temos hoje, e mais governo certamente não é a resposta pra um problema criado pelo próprio governo. Se o Estado tem de fazer alguma coisa é parar de fazer as merdas que geraram essa situação, e não ficar colocando mais remendo tóxicos sem nem consertar a fonte do vazamento. O Estado não tem de “prover” condições alguma, ele tem de parar de atrapalhar, reduzir o regulamento, deixar o mercado respirar e parar de atrapalhar a economia porque são essas coisas que geraram a situação atual.

Escolas públicas de fato ganham muito menos verba que universidades públicas, mas falta de verbas não é o principal motivo porque escolas públicas tem péssimo desempenho. Você pode socar quanto dinheiro você quiser nas escolas públicas, elas só vão torrar mais dinheiro e continuar ineficientes, porque é o sistema que está errado. Universidades públicas recebem muito mais verbas mas são tão ineficientes quanto. O nível das universidades brasileiras é baixo, o que se produz lá não tem qualidade se comparado com o nível internacional, e não é por falta de verbas. O CAPES soca cada vez mais dinheiro nas universidades brasileiras mas o CpP continua baixo e caindo, até mesmo na área de exatas. Esses problemas são de ordem sistemática e cultural, verbas não vão resolver a ineficiencia.

O Estado investe mais em universidades do que escolas porque universidades dão resultados mais imediatos e palpáveis para a sociedade do que escolas, e como política tem planejamento de somente 4 anos pra trás e 4 anos pra frente não é dificil de ver porque se importam mais com universidades do que escolas. Isso não tem nada a ver com “elites”, as “elites” acabem em universidades por pura concorrência: são eles que investem mais e são eles os mais qualificados a passar nos testes, por isso há tantos deles nas universidades. Quem está lá não interessa pro Estado, ele só quer ver resultados rápidos, de preferência ainda dentro do mandato do partido governante que começou a investir.

E é uma ilusão que estudo é a principal forma de inclusão social, trabalho é a principal forma de inclusão social, estudo sem trabalho é nível de produção zero para uma sociedade. Já disse e vou falar de novo, estudo em Cuba é todo gratuito e bastante acessível, eles já eliminaram o anafalbetismo do país inteiro, mas o povo continua miserável porque não há oportunidade de emprego. E é uma mentira de que você não consegue salários bem remunerados se não tiver diploma, em um mercado que consegue respirar, sem altas barreiras de entrada, o empreendedorismo explode e as oportunidades de emprego também, a necessidade de diploma se torna um problema justamente quando o Estado faz dele um problema por regulamentar excessivamente todos os setores da economia. Não sei se você já notou mas universidades não formam empreendedores, os alunos pegam seus diplomas para então reclamar que não há oportunidade de emprego. Os problemas de desigualdade social se resolveriam muito mais rápido se o Estado consertasse os erros que ele comete com a economia invez de sair dando diplomas as classes baixas. Cotas só pegam numa parcela minúscula das classes baixas, para dar um diploma nessa parcela minúscula que vai ter dificuldades de arranjar emprego depois, pois se criou diplomas mas não tem como criar empregos. Seria muito mais eficiente reduzir as barreiras de entrada de mercado para conseguir achar emprego mesmo sem um diploma. Cotas são ineficientes até mesmo para o propósito que foram criadas.

Cotas tiram a capacidade de competição daqueles candidatos que se esforçaram e investiram dinheiro pra entrar nas universidades, em suma, desvaloriza o seu esforço e torra o dinheiro deles, para dar passagem a alunos cotistas que podem não ter investido dinheiro nem o mesmo esforço. O cotista não pôde investir o mesmo dinheiro por culpa do próprio Estado e não pôde investir o mesmo esforço (disciplina) por culpa do Estado e da Cultura (porque alunos de escolas públicas que são DE FATO disciplinados conseguem passar em vestibular sem ajuda de Cotas sim). O candidato acaba tendo todo seu esforço desqualificado por algo que ele não pode controlar. Cotas geram um paradoxo ético ilógico, não se faz justiça as injustiças por perpetuar mais injustiças. O cotista é uma “vítima” da incopetência estatal, mas invez de canalizar sua ira contra o Estado, ele pede para que o Estado faço um terceiro vítima das incopetências estatais também. Isso é ilógico.

Re: Cotas
Resposta #69: 7 de Fevereiro, 2014, 15:40:00
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Na minha humilde opinião pessoal sem nenhum fundamento além das minhas crenças, o sistema de cota é algo positivo no médio prazo, por que a partir do momento que o diferente passa a ser normal, as coisas funcionam melhor. Quando digo o diferente passa a ser normal, quero dizer que as pessoas negras ou pobres ou (insira grupo social x aqui) que ainda são vistos por muita gente como ralé, inferiores, indignos e whatever, passam a conviver no meio social que é visto por muitos como a elite da sociedade brasileira, faz com que isso vire o normal, gente pobre, gente negra, gente rica, solteiro, casado, pai de santo, Ben 10... tudo como uma coisa só.
Claro que não vai ser uma solução total, mas como o fluxo de pessoas na faculdade é rapido, em uns 15 ou 20 anos, ninguém mais vai realmente se importar com essa questão e vai ser só mais algo normal.

Não li nada que foi postado antes por que queria postar minha opinião sem tomar partido por nada, e sim dizer o que eu acho.

Re: Cotas
Resposta #70: 24 de Novembro, 2014, 16:05:55
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Ressucitando esse tópico por motivos importantes.

Esses dias por acaso uma revista "Veja" veio parar nas minhas mãos e li um artigo sobre um tal de "Partido Novo" que tem como propostas acabar com as cotas raciais. Acham que eles vão para frente?


Re: Cotas
Resposta #71: 24 de Novembro, 2014, 16:08:27
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Do jeito que a macacaDilma ganhou as eleições denovo acho difícil... Essas pessoas que tão ganhando coisa de graça com o PT não vão parar de votar neles, mesmo que isso seja parte do que tá criando toda a merda do brasil =/

Re: Cotas
Resposta #72: 27 de Novembro, 2014, 15:26:32
  • Vivi Feminino

  • Exception Girl - Nível 5
  • Aplicado
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Pior é a bosta da cota em concursos federais, ai é o cúmulo...

Presente da minha linda amiga, Kasy *-*

Re: Cotas
Resposta #73: 2 de Dezembro, 2014, 01:44:12
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Juju
Em se tratando de conteúdo, acaba sendo a mesma coisa, pois ambas, tanto a governamenal quanto a particular tem o conteúdo e o métodos didáticos regulado pelo MEC, acaba tudo caindo na decisão do governo.

(...)

Professores não é desculpa também porque boa parte dos meus professores da escola particular dava aula em escola pública também e isso vai mudar entre qualquer escola.
Pode até ser que na teoria é tudo igual, que realmente as escolas públicas e privadas dessem os mesmos conteúdos, de formas semelhantes e tal, mas na verdade simplesmente não funciona assim, a coisa mais comum do mundo numa escola pública é os professores não cumprirem metade do programa.
Sobre os mesmos professores darem aula em escolas públicas e particular eu só tenho a dizer: uma vez um prof meu contou que estudou a vida inteira em escola pública, então teve um tempo que ele tinha uma professora que ensinava em uma das maiores escolas particulares de Recife na época, só que essa professora não dava aula, ela chegava, fazia a chamada e ficava lá conversando ou sei lá até acabar a aula, um dia ele chegou pra ela e disse "Professora, a sra não vai dar aula não?" ela respondeu "O governo finge que paga e eu finjo que dou aula". Você pode até pensar que é uma exceção, mas exceção foram as escolas públicas onde vc estudou.
Eu estudei a vida inteira em escola pública, particular foram só 2 pré vestibulares, onde eu estudei esse ano e no ano passado, e eu me deparei com o que parecia ser um mundo completamente diferente, professores em sala de aula, dando aula (não recebendo aula, o que eu já vi acontecer), se um prof faltasse, não fosse bom ou qualquer coisa eu podia simplesmente ir lá reclamar e algo era feito, além de toda a infraestrutura, o que destoou completamente dos 13 anos que eu passei dentro da escola pública. Isso pq eu sempre estudei em escolas do centro da cidade (que mesmo entre as públicas costumam ser melhores que as de bairro) e essa foi a minha realidade: Manhãs inteiras de aulas vagas, professores que só faziam a chamada, professores que só conversavam, que faziam qualquer merda, que não ensinavam direito, bibliotecas o tempo todo fechadas com livros desatualizados, salas lotadas, cadeiras em falta, salas sem ventiladores (ar condicionado então é piada né), salas sem portas, portas caindo na cabeça de alunos/professores, banheiros imundos, etc. Pode parecer exagero, mas é tudo verdade, já cheguei ao cúmulo de estar em uma sala aula pouco maior que a sala da minha casa (de tamanho mediano) com mais de 70 alunos e só um ventilador funcionando. Eu levava um leque pra escola e pessoas se batiam pra ficar na frente do ventilador. E isso é claro, pq essas são coisas básicas, materiais de apoio como TV, som, data show, laboratórios de física, química, informática, ou o que mais fosse eram instrumentos raros. Como é que se estuda assim? Como se presta atenção na aula? Mesmo que todo mundo que esteja na sala de aula queira prestar atenção de que adianta se todo o barulho do corredor entra na sala? É sim muito verdade que muitos da escola pública não estão nem aí pra aprender, mas como é que alguém pode querer aprender assim? Eu sou um exemplo, quando comecei a estudar eu gostava muito, por anos estudava até demais, mas a medida que o nível das escolas que eu ia caíam os meus estímulos caíam junto. O que eu podia fazer se os profs não davam aula e as vezes eu sequer tinha acesso a livros didáticos dessa ou daquela matéria? Eu iria estudar como? Que norte eu teria? Pode parecer besteira, mas como acha que uma criança de 10 anos vai ficar numa dessas? Ela fica perdida... E então começa a se desestimular, se dar mau na escola e isso vira uma bola de neve. E ainda assim, eu garanto a você, daqueles que entram na faculdade mesmo com essas cotas de 50% querem sim estudar, pq mesmo em todo esse caos sempre tem numa sala de aula 2 ou 3 que querem e que se esforçam mais que os outros, e esses 2 ou 3 de cada sala, de cada escola é que vão preencher essas vagas das cotas.
E é claro, não nego que existam escolas públicas boas, mas são peças raras, senão federais ou coisas do tipo. Aliás, vc tem que lembrar que, se não me engano escolas militares e coisas parecidas são agraciadas pelas cotas, além do bando de mauricinho filho da puta que acha pouco ter uma educação de base de qualidade e sai da escola particular pra pública no ensino médio pra ter direito as cotas. Mas enfim, a única escola estadual daqui que eu já ouvi falar realmente bem (isso lembrando que eu sempre tive contato com muita gente de escola pública, inclusive tenho vários professores da rede pública na família e muitos deles nem de Pernambuco são e que meu pai faz parte do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco, então ele conhece muito bem a situação das escolas públicas do estado) é tão 'top' que tem até página na wikipédia, e se vcs forem parar pra ver vão perceber que tiveram alguns alunos ilustres como Ariano Suassuna e Clarice Lispector, então não tinha muito como deixar a escola abandonada, né? Mas essa é afinal de contas a escola que o recém falecido Dudu Malvadeza (que vocês devem conhecer como Eduardo Campos) usava pra colocar no horário eleitoral, é de longe a última escola pública que possa representar a realidade Pernambucana.

Em relação as leis que você postou, muito legal, só que como você sabe, assim como a maioria de todas as leis do país, não são cumpridas.

Da forma que vc fala parece que as escolas públicas e particulares são realmente tão parecidas que sequer faz sentido que os números em relação aos alunos de ambas entram na faculdade sejam tão distintos. Não é pq os pais não pagam que não possa ter alunos dentro da rede pública que não queiram de fato estudar, aprender, ou apenas entrar numa faculdade, e se a diferença fosse tão pequena assim eles deveriam entrar na faculdade com facilidade, ainda mais tendo em vista essa cota de 50%, mas infelizmente essa não é a realidade. Além do que, nem todo mundo tem condição de pagar uma escola particular, nem por isso quer dizer que vá deixar o filho vadiar.

Se o cotista está tirando a chance de competição dos alunos de escola privada os alunos de escola privada estariam tirando a chance de competição dos alunos de escola pública se as cotas não existissem. Mesmo que eles quisessem e se esforçassem muito o mais provável é que os alunos de escola pública praticamente não estariam no páreo pra competir com os alunos de escola particular. E ninguém está dizendo que os alunos de escola particular não tem que se esforçar, mas você está tendo uma visão determinista de que só pq uma pessoa está na escola pública ela não se esforça, o que não é uma verdade absoluta, e se vc for ver aqueles da rede pública que querem passar no vestibular (pq é claro, eu não vou dizer que são todos, tampouco uma maioria, mas não quer dizer que sejam poucos) eles acabam tendo que se esforçar bem mais que aqueles de escola particular. Não por nada, mas estar na escola na maioria das vezes não ajuda em nada. Novamente, me tiro como exemplo. Durante o ano passado inteiro tudo o que eu quis era largar a escola e ficar só no pré vestibular pq a escola era mais um impencilho que um suporte, as únicas aulas que valiam realmente a pena ver eram as de matemática, mas ainda assim eu era obrigada a perder quase todas as manhãs da minha vida naquela porcaria pq eu precisava dela pra conseguir o meu certificado de conclusão do ensino médio e assim ir pra faculdade. Então eu perdia muito tempo que eu poderia estar estudando ou até descansando (o que eu precisei muito naquele tempo) dentro de uma sala de aula tendo que fingir ouvir aulas medíocres (se eu não tivesse o pré eu teria me fodido acreditando nas coisas que a minha professora de português ensinava) ou respondendo questionários tão medíocres quanto. Nem ao menos eu podia fazer os trabalhos que passavam pra casa lá, então além do tempo que ela já me fazia perder em sala de aula eu eventualmente era obrigada a passar algumas noites em claro fazendo trabalhos e como eu passava ainda a tarde no cursinho acabava não tendo tempo para estudar realmente, todo o tempo que me restava pra estudar era o intervalo do pré vestibular - e pasme, as únicas pessoas que eu via fazendo isso também eram da rede pública - e o tempo dentro do ônibus, só que na qualidade de humana eu precisava de descanso, logo as vezes abria mão de estudar pra ler alguma coisa durante esses tempos, quando chegava em casa muitas vezes nem comia ou trocava de roupa antes de desmaiar na cama. Tbm tinha os fins de semana, mas eu sou do tipo que acho que isso é sagrado, e todo mundo precisa de descanso, e assim eu fazia. Logo, simplesmente não me sobrava tempo pra estudar para as 3 provas de música que eu teria de prestar, mas um estudante de escola particular teria esse tempo com certeza. Mas essa foi a minha situação, uma situação onde meus pais tinham condições de me bancar um pré vestibular e eu não precisava trabalhar pra ajudar em casa, então imagine pessoas nessas outras situações, como ficam? Enquanto isso um estudante de escola particular só vai precisar realmente de um turno de aulas, eles podem até querer fazer um pré vestibular, e muitas vezes vão, mas eles não vão, por exemplo, trabalhar e tampouco vão estar desperdiçando por completo um turno por dia, o que ao final de um ano é uma diferença absurda.

Pra finalizar, é u seguinte:
A educação brasileira, de forma geral ainda é uma boa merda, mas a verdade é que se toda a educação brasileira ainda é uma merda a parte de longe mais deficiente disso tudo, na minha opinião ainda são as escolas públicas.
É evidente que toda a educação brasileira precisa de reformulação, mas as escolas públicas é que são realmente emergentes, e é por isso que existem as cotas, elas são uma porcaria, não deveriam existir, é verdade, mas enquanto ainda tiver esse déficit tão grande as cotas ainda são melhores que nada. Infelizmente eu também sei que ainda não é do interesse do governo resolver esses problemas de base já enraizados, o que seria fundamental para que as cotas pudessem ser extintas e todos ficariam felizes, mas ao final de tudo o governo não tem feito e as cotas acabam por ser o mínimo que se pode fazer pra "compensar" aqueles que passaram a vida inteira abandonados pelo mesmo governo na escola pública.

Existe sim ainda muita ilusão em relação ao que é entrar na universidade e talvez principalmente sair dela, mas isso não é motivo para que a população de baixa renda não deva ter acesso a esse tipo de ensino. É difícil espera isso das pessoas em geral, mas elas tem que saber o que estão fazendo quando ingressam na faculdade ou não.

Bom, é isso. Que eu me lembre.



Visitante quer ser entrevistado? Inscreva-se aqui.
Não quer? Inscreva-se do mesmo jeito! o/


GDS 2013:

Re: Cotas
Resposta #74: 5 de Dezembro, 2014, 18:51:57
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Oh, alguém que não tem preguiça de ler :D

Comentei sobre o seu texto inteiro mas acredito que os três últimos parágrafos sintetizam a sua posição perfeitamente (e uma posição muito distinta dos outros discursos por aqui) então vou dar atenção especial a esse pedaço.

Pra finalizar, é u seguinte:
A educação brasileira, de forma geral ainda é uma boa merda, mas a verdade é que se toda a educação brasileira ainda é uma merda a parte de longe mais deficiente disso tudo, na minha opinião ainda são as escolas públicas.
É evidente que toda a educação brasileira precisa de reformulação, mas as escolas públicas é que são realmente emergentes, e é por isso que existem as cotas, elas são uma porcaria, não deveriam existir, é verdade, mas enquanto ainda tiver esse déficit tão grande as cotas ainda são melhores que nada. Infelizmente eu também sei que ainda não é do interesse do governo resolver esses problemas de base já enraizados, o que seria fundamental para que as cotas pudessem ser extintas e todos ficariam felizes, mas ao final de tudo o governo não tem feito e as cotas acabam por ser o mínimo que se pode fazer pra "compensar" aqueles que passaram a vida inteira abandonados pelo mesmo governo na escola pública.

Existe sim ainda muita ilusão em relação ao que é entrar na universidade e talvez principalmente sair dela, mas isso não é motivo para que a população de baixa renda não deva ter acesso a esse tipo de ensino. É difícil espera isso das pessoas em geral, mas elas tem que saber o que estão fazendo quando ingressam na faculdade ou não.
Se você reconhece que as escolas são todas um lixo, que a universidade está um lixo e que não há grandes chances de ascenção social pelo diploma universitário, então qual o propósito das cotas?

As cotas já não podem resolver o problema de desigualdade social mesmo que emprego e dinheiro fosse garantido depois da universidade porque elas pegam numa porção muito pequena da população de classe baixa para fazer um efeito substantivo na desigualdade social do país inteiro, ainda mais porque essa desigualdade social advém de uma série de fatores econômicos e não de qualificações trabalhistas.

Ela também não serve pra instruir a população, não só porque, de novo, ela pega numa parcela muito baixa da população pra ter algum efeito substantivo como o baixo nível das nossas universidades não garante instrução de ninguém, pelo contrário, em termos de ciências humanas há tanta desinformação e lobby político lá dentro que o conhecimento genuíno é só uma parcela muito pequena da instituição.A maioria das pessoas entra como um ignorante cheio de dúvidas pra sair como um ignorante cheio de certezas. Continuam desleixados, sem disciplina e sem padrões de qualidade, com a única diferença que agora são papagaios de chavões bonitos (falando da maioria).

Então qual o propósito das cotas? Pra que fazer lobby das cotas se elas não vão resolver problema nenhum? Poderiam simplesmente pegar todo esforço pra normalizar as cotas e direciona-lo contra as causas reais desses problemas sociais (economia e cultura). Cotas não são uma trivialidade que não causa mal agum, ela é completamente anti-competitiva, tira a capacidade de competições de quem é mais bem capacitado e reduz a eficiência das universidades como instituição (sendo que as nossas já são baixas) sem realmente oferecer muito pra quem usa elas. Em suma, elas só geram caos social.

Simplesmente porque as pessoas do grupo X tem “direito” a universidade? Acesso a uma universidade não é um direito, é uma conquista. Se um indivíduo necessita de dobramento de regras pra “conquistar”, ele não está conquistando nada pois ele não está competindo nos mesmo termos. Ele não passa de um café com leite, que mesmo que suas habilidades sejam notáveis, ainda são inferiores a outros indivíduos que teriam pegado a sua cadeira se a regra do café com leite não estivesse em vista. Se as suas habilidades são tão grandes para assegurar sua posição, então ele não necessita das cotas pra começo de conversa.

Se o objetivo das cotas é justiça social, não faz muito sentido que essa “justiça” tire os meios de terceiros inocentes, é uma “justiça” cega para a real causa das suas injustiças.

Inteligência, riqueza e prosperidade nunca foram de monópolio das universidades e nunca será, qualquer indivíduo saudável pode muito bem conquistar tudo isso sem botar um pé dentro de uma universidade. Cotas simplesmente não fazem sentido, nem como a justiça dos oprimidos nem como um mau necessário.


O resto do post caso tenha saco de ler :P :
Spoiler



« Última modificação: 5 de Dezembro, 2014, 20:07:53 por Jujucristine »

Re: Cotas
Resposta #75: 16 de Janeiro, 2015, 01:35:30
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vocês querem a real mesmo? o problema não é a cota, o sistema todo superior no Brasil é uma piada.


Rico faz faculdade de graça e pro pobre só resta as universidades particulares e programas como o Prouni que não são nada mais que uma gambiarra pro sistema funcionar melhor.


Universidade publica deveria ser paga. Quem não tem condições teria financiamento subsidiado e/ou bolsa por mérito.Funciona assim nos EUA.



Re: Cotas
Resposta #76: 16 de Janeiro, 2015, 02:11:59
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Sobre a educação básica:

Discordo de quem falou sobre o conteúdo da rede pública e particular serem iguais. Isso pode até ser verdade no sul ou no nordeste (segundo o IBGE, são as melhores regiões), mas na região sudeste o ensino público é totalmente sucateado. Estudei em pública e tive equação de segundo grau até o terceiro ano, enquanto criança da oitava série de algum particular já sabia fatoração e trigonometria.
Na minha primeira prova de vestibular, acertei 39 de 90 (para cursos como engenharia sua nota tem que ser pelo menos 65) e mesmo com cotas não serviu pra muita coisa.
Claro que continuei estudando e consegui uma nota boa na FUVEST (83 pontos de 90), mas pra mim foi muito mais difícil do que pro boyzinho da particular.

Sobre o ensino superior:
Temos excelentes faculdades, dentre as quais se destacam:
USP, UNICAMP, UFRJ, UNESP, UFPR, UFRS, UFCE, ITA, IME, Barro Branco, PUC, Mackenzie....

Nossas graduações são bem vistas no exterior, mas na pós deixamos um pouco a desejar.

Sobre o lance de faculdade pública ser paga, discordo totalmente.
O governo vai fazer que nem o Prouni, e só vai conceder isenção para quem mentir muito bem ou tiver uma renda extremamente baixa. Além disso, o governo não considera quanto VOCÊ recebe, e sim a família. Se o seu irmão receber um salário de 10.000 e não dividir com ninguem, o sistema te considera como capaz de pagar, mesmo que vc nao receba 1 centavo do seu irmão.

Dessa maneira, acredito que cobrar mensalidade em faculdades públicas não só dá errado, como vai diminuir o número de alunos de baixa renda (quem é rico vai continuar estudando, pagando ou não).
Sendo pago funciona nos EUA, mas aqui tem que levar em conta o hu3br


Rico faz faculdade de graça e pro pobre só resta as universidades particulares e programas como o Prouni que não são nada mais que uma gambiarra pro sistema funcionar melhor.

Bem isso mesmo. Tive que vender meu corpo pro Satanás pra entrar na USP porque sou pobre :/

Re: Cotas
Resposta #77: 5 de Maio, 2015, 21:57:25
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Sobre a educação básica:

Discordo de quem falou sobre o conteúdo da rede pública e particular serem iguais. Isso pode até ser verdade no sul ou no nordeste (segundo o IBGE, são as melhores regiões), mas na região sudeste o ensino público é totalmente sucateado. Estudei em pública e tive equação de segundo grau até o terceiro ano, enquanto criança da oitava série de algum particular já sabia fatoração e trigonometria.

Sobre o lance de faculdade pública ser paga, discordo totalmente.
O governo vai fazer que nem o Prouni, e só vai conceder isenção para quem mentir muito bem ou tiver uma renda extremamente baixa. Além disso, o governo não considera quanto VOCÊ recebe, e sim a família. Se o seu irmão receber um salário de 10.000 e não dividir com ninguem, o sistema te considera como capaz de pagar, mesmo que vc nao receba 1 centavo do seu irmão.

Dessa maneira, acredito que cobrar mensalidade em faculdades públicas não só dá errado, como vai diminuir o número de alunos de baixa renda (quem é rico vai continuar estudando, pagando ou não).
Sendo pago funciona nos EUA, mas aqui tem que levar em conta o hu3br


mesmo se o conteúdo for o mesmo, só pelo fato de que escola particular tem salas com 10, 15 alunos, e as publicas entre 35 a 45 por sala, já dá uma enorme vantagem ao aluno de ensino particular; outra vantagem: poder se dedicar totalmente ao estudo, enquanto o de familia mais pobre já tem que conciliar trabalho com estudo o que lhe resta menos tempo para o estudo, e estresse que dificulta a absorção de conteúdo (problema amenizado com os programas jovem aprendiz, e aprendiz legal; com jornadas de trabalho menores (4, a 6 horas, e curso uma vez por semana no lugar do "estágio).

sobre pagamento de mensalidade em universidade publica, só se fosse como um subsídio; a união, ou o estado paga uma parte, e o estudante de classe B pagaria outra parte (como funciona no transporte publico, parte da tarifa é subsidiada pelas prefeituras, e alguns com gratuidade (em São Paulo, finalmente temos o passe livre estudantil, onde estudantes da rede publica podem pegar onibus gratuitos 22 dias por mês, para ensino fundamental, médio regular, e superior publico/fies/prouni)

sobre Fies, e prouni, acho boas medidas, o fies é uma medida de curto-prazo para sanar parte do problema da falta de faculdades publicas; o prouni acho interessante por ele diminuir as chances de desvio dos impostos pagos pelas faculdades, em vez de pagar os impostos ao governo, os transforma em bolsas para os estudantes carentes, a corrupção só poderia envolver a universidade propriamente dita (ofertar menos bolsas que o valor dos impostos proporcionaria)

Re: Cotas
Resposta #78: 5 de Maio, 2015, 23:04:14
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vocês querem a real mesmo? o problema não é a cota, o sistema todo superior no Brasil é uma piada.


Rico faz faculdade de graça e pro pobre só resta as universidades particulares e programas como o Prouni que não são nada mais que uma gambiarra pro sistema funcionar melhor.


Universidade publica deveria ser paga. Quem não tem condições teria financiamento subsidiado e/ou bolsa por mérito.Funciona assim nos EUA.

Começa no fundamental. O governo não tinha vaga para creche. Era do 0 ao 6 anos.

"Ah, a gente tem vaga no ensino fundamental."

Magicamente, surgem vagas na creche? MAH COMO? O governo não tem como investir em criar mais creches ou infra-estrutura.

Cria-se a nona série. "BLA BLA BLA, vai melhorar o estudo das crianças pro Ensino Médio".

Melhorou nada. Apenas jogaram as crianças de 6 anos na primeira série, pronto, 1/7 das vagas de creches podem ser usadas.

Aí vem o superior e o médio. Não tem vaga nas universidades. Ao invés de mudar como os EUA ou construir mais faculdades públicas ou melhorar as existentes, é bem simples.

Cria-se o Quarto ano do ensino médio. E obriga-se os alunos a ter o técnico.

Você cria uma massa de trabalho que não precisa ter faculdade, pode ser empregada por um salário mais baixo e eles não fazem faculdade. Isso enxuga o excesso de entrada no ensino superior.

Aí você joga as cotas para mascarar o problema real: precisamos mudar todo o sistema educacional.
Não lembro como usa BBCode, mimsina

Re: Cotas
Resposta #79: 6 de Maio, 2015, 20:39:44
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Começa no fundamental. O governo não tinha vaga para creche. Era do 0 ao 6 anos.

"Ah, a gente tem vaga no ensino fundamental."

Magicamente, surgem vagas na creche? MAH COMO? O governo não tem como investir em criar mais creches ou infra-estrutura.

Cria-se a nona série. "BLA BLA BLA, vai melhorar o estudo das crianças pro Ensino Médio".

Melhorou nada. Apenas jogaram as crianças de 6 anos na primeira série, pronto, 1/7 das vagas de creches podem ser usadas.

Aí vem o superior e o médio. Não tem vaga nas universidades. Ao invés de mudar como os EUA ou construir mais faculdades públicas ou melhorar as existentes, é bem simples.

Cria-se o Quarto ano do ensino médio. E obriga-se os alunos a ter o técnico.

Você cria uma massa de trabalho que não precisa ter faculdade, pode ser empregada por um salário mais baixo e eles não fazem faculdade. Isso enxuga o excesso de entrada no ensino superior.

Aí você joga as cotas para mascarar o problema real: precisamos mudar todo o sistema educacional.

na verdade (ou melhor no meu ponto de vista), a inclusão do 9º ano no ensino fundamental foi apenas um modo de obrigar ao aluno pelo menos o 3º periodo da pré-escola.

Creche dos 0 aos 3, pré escola dos 4 aos 6, dos 7 em diante no ensino fundamental; só que creche e pré-escola é opcional; só que a alfabetização tem começado no final da pré-escola, inicio da assimilação de letras, e numeros. então está mais para intensificar a alfabetização que aprimorar os alunos para o ensino médio.

4º ano eu acho viável, proincipalmente para quem estuda à noite; são 4 horas de aulas, contra 5 nos periodos da manhã, e tarde (pelo menos em são Paulo).

e ensino técnico é bom, o aluno se torna "apto" para o mercado de trabalho em 1 ano e meio (que acho que deveriam ser 2 anos), no lugar de 3 ou 4 da faculdade; acho válido ainda mais se o aluno depois do técnico procure um curso universitário, ou tecnólogo.

ah, e temos mais um problema, o numero de desistentes é relativamente grande nos cursos técnicos e faculdades, nos que eu fiz (técnicos), o curso começava com 40 alunos, e terminava com 20 a 25.

quanto às creches, pelo que li, o problema não é construir creches o custo maior é mantê-las, para construir o governo federal até ajuda, mas a manutenção é obrigação total das prefeituras
« Última modificação: 6 de Maio, 2015, 20:57:43 por Vince_Valen »

Re: Cotas
Resposta #80: 7 de Maio, 2015, 00:05:59
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na verdade (ou melhor no meu ponto de vista), a inclusão do 9º ano no ensino fundamental foi apenas um modo de obrigar ao aluno pelo menos o 3º periodo da pré-escola.

Creche dos 0 aos 3, pré escola dos 4 aos 6, dos 7 em diante no ensino fundamental; só que creche e pré-escola é opcional; só que a alfabetização tem começado no final da pré-escola, inicio da assimilação de letras, e numeros. então está mais para intensificar a alfabetização que aprimorar os alunos para o ensino médio.

Posso não lembrar com detalhes, mas eu estive em aula de alfabetização de adultos com uma diretora de escola. Ela me contou o que eu disse. Eu particularmente não acho que o 9º ano do fundamental foi "apenas" um modo de obrigar o aluno ao 3º período porque existem outros meios pra isso.

Nitidamente nossa educação forma gado, não pessoas pensantes. Claro, existem medidas como FIES, ProUni que podem formar exceções... mas não os financiamentos, a estrutura interna, nada tem de Paulo Freire ou Gramsci como a Direita acusa. É justamente o oposto, quase uma reprodução do ensino da época da ditadura, com algumas alterações (conquistas) óbvias.

4º ano eu acho viável, proincipalmente para quem estuda à noite; são 4 horas de aulas, contra 5 nos periodos da manhã, e tarde (pelo menos em são Paulo).

e ensino técnico é bom, o aluno se torna "apto" para o mercado de trabalho em 1 ano e meio (que acho que deveriam ser 2 anos), no lugar de 3 ou 4 da faculdade; acho válido ainda mais se o aluno depois do técnico procure um curso universitário, ou tecnólogo.

Ensina o aluno o equivalente ao primeiro ano de faculdade e o empregador pode dispensar graduados por gente menos experiente por custo mais barato.

Também desvaloriza o ensino superior.

Pra pessoa entrar no mercado de trabalho é maravilhoso. Pra ensinar a pessoa a ser um profissional pensante, é terrível!

ah, e temos mais um problema, o numero de desistentes é relativamente grande nos cursos técnicos e faculdades, nos que eu fiz (técnicos), o curso começava com 40 alunos, e terminava com 20 a 25.

quanto às creches, pelo que li, o problema não é construir creches o custo maior é mantê-las, para construir o governo federal até ajuda, mas a manutenção é obrigação total das prefeituras

Como eu disse, construir e manter.
Não lembro como usa BBCode, mimsina