Segundo alguns AGers, o PODER FLOODER se manifesta do âmago de nosso ser. Alguns dizem ser uma força, uma energia latente que se concentra nas palmas das mãos. Outros, que seria uma energia misteriosa, um poder oculto que se alimentaria de nossas emoções mais sombrias. A verdade é que, muitos dizem conhecer essa força, mas poucos realmente chegaram a manifesta-la.

19 de Janeiro, 2019, 22:22:20

Autor Tópico: Blues Moon - Compasso (VI)  (Lida 198 vezes)

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Blues Moon - Compasso (VI)
: 30 de Junho, 2015, 15:15:52
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Complexos

Foi uma longa conversa que teve durante aquela noite os dois, algumas coisas ficaram claras para Hector que se via no meio de um mar cheio de eventos. Sara lhe explicara que ela muitas vezes estava próximo dele, e a causa pressuposta seria a lua cheia, ainda mais com a música que toca em seus instrumentos, pois vibram pelo o ar, as ondas alcançam lugares inimagináveis. Os sentimentos que ele tem em si seria um grande potencial também, para ela era normal acontecer estes fenômenos, porém, isso vem de pessoas ligadas com espíritos da natureza, pessoas treinadas e preparadas em certo locais, onde se chamam de invisíveis para os terrenos mundanos. Claro que tudo que ela deixou claro era apenas o começo, ainda repetiu que a vida de um homem é apenas o começo, não a única que ele tem, mas todo passado conta assim como as do futuro.

Ainda revelou que aquele processo que ela fez foi para equilibrar as emoções dele, trouxe o aquário portando uma água característica que veio do Reino de Niksa, e que aqueles dois peixes seriam seus vigilantes - pois àqueles que sabem, as emoções despertam os elementais - o cuidado da vida não está somente fisicamente. Na mente de Hector levava a conclusão que aquilo deveria de certa forma estar ligado aos sonhos, mas que lugar era aquele qual foi não sabia, nem tinha noção do que seja. A respeito dos vigilantes a tratou que estariam em alerta se algum mal aparecesse, pois fenômenos assim atraem muitas coisas, ainda no seu caso que era diferenciado, ele até comentou “enfrentando o lado negro da força” num tom de brincadeira. Comentou para a sílfide sobre o que ele tinha pesquisado temas sobre tal coisa, que eram estudos interessantes concordou ela, mas muito longe ainda para concluir; apenas na superfície do um imenso mar está qualquer conhecimento terreno, muitos conteúdos caem coisas desnecessárias e de foco desvairado, além daqueles que são apenas invenções.

Quase perto de ir embora, ele entendeu o porquê dela não ficar muito tempo, precisava acostumar com a presença dela, por ser uma força Elemental, aquilo poderia lhe causar instabilidade, e levar a loucura, no caso de elementais do ar, ele poderia ficar mais inspirado ou ficar maluco mesmo. Em sua despedida o pombo saiu primeiro para fora voando pela sacada, o vento invadiu a sala suavemente, como se envolvesse ela recuando, e se tornasse invisível. Ele não soubera mesmo qual seria o perigo que ela comentava de estar presente ao seu redor, nem os motivos que a movia para chegar até a ele, e cada coisa gerava mais dúvidas, se acreditaria que tudo isso fosse real, ou a ilusão é tão grande dos psicóticos que isto seja tão natural como olharem para qualquer coisa ao seu redor e ainda duvidar da sua realidade, tudo é questionável em sua conclusão, nenhuma verdade está absoluta.

Percebera que depois da presença dela ele mantivera pensativo e inspirado, será que naqueles momentos de pensamentos longes e vagos ela realmente estivesse próximo dali? Estranhou quando olhou a mesinha, do aquário, qual foi a ligação de Elaine com aquário, realidade dúbia de ser crer dissera ele ao ar. Pelo menos ele sentia mais leve, com pouco menos de medo, o anseio ainda é presente, seu olhar ainda estava vago até a hora de dormir. Quem já passou por isso deve saber, quantas pessoas no mundo alegam ter vistos tantas coisas, tantas maravilha, é um absurdo, para crer em certas coisas tem preço, sabe ele muito bem disso quando indaga sobre essas questões, duvidaria dele mesmo a qualquer instante, sabe que a mentira é a arma mais fácil de ser usada.

Desta noite em sua cama, só lembraria o vago sonho de quem deixou apenas um beijo no passado, não qualquer beijo, mas este sendo único que sentira, confundia com suas lembranças tornando-o parte dos seus sonhos, acordou com o barulho da sua irmã chegando, era cedo ainda para ele que dormiu tarde numa noite exótica, pela frente teria sua semana com novos trabalhos que estariam para receber em breve. Em suas lembranças ainda marcam, outras palavras da sílfide, que o próximo encontro aconteceria somente na próxima lua cheia, um mês para esperar praticamente, mas no meio desse caminho teria algo que deixaria ele perplexo novamente.


Sutileza

— Mano, a Ana ontem confirmou que o tio dela tá disposto a fechar o negócio, parece que ele vai estar lá pela tarde, se puder ir lá hoje, seria legal, assim vamos juntos, e aproveitando vou querer uma pequena parte dos lucros, hehe!

— Malandrinha você hein!

Estavam os irmãos no café da manhã de sábado, sol dava alegria para o dia que encantavam muita gente, o verão anunciava sua chegada, a primavera praiana dava seus últimos toques com um calor mais intenso.

— Aonde vai senhor Hector?

— Vou pra marte, ver se tem mais alguma Elaine por lá!

— Vou te abduzir, darei um corpo de urubu pra você!

— Cabeçuda, só darei umas voltas na byke, já volto, oks!? Até...

Seguindo pela extensa orla da praia, com seus óculos escuros, um pouco de bobo alegre e com sua voz a cena que se desenvolvia: “Tudo que se vê não é igual ao que a gente viu há um segundo, tudo muda o tempo todo no mundo. Não adianta fugir nem mentir pra si mesmo agora, há tanta vida lá fora, aqui dentro sempre; como uma onda no mar, como uma onda no mar, como uma onda no mar...”.

— Espera, conheço aquela pessoa! — viu Hector uma garota pular um pequeno muro de uma casa numa rua onde ele pouco passava, era familiar de certo modo aquela aparência, resolveu com sua bicicleta aproximar do perímetro, leu logo em seguida: “Casa do Pai Preto Zatumba.” — Ops! Têm algo estranho nisso!? — Escutou um barulho de coisas caindo, vê uma pessoa com toca correndo, ao saltar para a rua de volta, nesse momento ligeiro os dois se cruzam olhares, confirma quem era aquela pessoa, Samanta! Ela se agacha e foge rapidamente, enquanto que abria a porta daquela casa um senhor com uma camisa social meio aberta, um senhor negro com as barbas cãs, com uma boina de cor preta, com olhos arregalados. Provavelmente nem percebeu a presença da Samanta, encarou diretamente Hector, se aproximava do muro, sem saber reagir pegou sua bicicleta e saiu acelerado Hector, ouvia de fundo “volte aqui garoto!”.

“Que medo! Será que ele tá pensando que fui eu, será que aquela garota aprontou algo, e o que vão pensar sobre minha pessoa se me culparem, ela estava fazendo algo ilícito ou não, mas raios do que ela foi fazer lá? Bem, a irmã dela bem que disse que ela era meio estranha, agora só imagina o Sr. Zatumba me procurando... Vai lançar um encanto em mim talvez, há há há... Agora sim estou curioso, vou aproveitar ir lá hoje na Ana...”


— Legal você Hector, mas como já disse antes preciso ir cuidar dos negócios agora, e que os nossos também seja um sucesso...

— Prazer todo meu Sr. Fernandes, e pode apostar que sim, até mais... — Assim se despediram no final da tarde, enquanto que Elaine estava no quarto da Ana conversando as duas, e chegaria a janta insistida pela mãe da Ana. Hector queria se encontrar com Samanta, mas naquele momento parecia que não se encontrava, por isso queria fazer algumas perguntas à irmã dela pelo menos, só que atravessando o corredor estava perdido, viu a luz acessa de um dos quartos e adentrou.

As meninas não estavam por ali perto, ele percebeu que devia ser de outra pessoa, observou curiosamente, tomou uma conclusão, era o quarto da Samanta pela as características, com um clima misturado com certo grau de misticidade, e bandas de rock. Numa mesinha, abre uma gavetinha, dá de cara com uma agenda, e um monte de amuletos. Hector ouviu passos pelo corredor, ele coloca a agenda de volta, percebera o movimenta da porta, não sabia como reagiria se fosse pego ali, se esconde debaixo da cama, até que a porta se abre e vê apenas os calçados de Samanta.


Arisco

“O que faço agora? Se ela me pegar ficará feio pra mim... Ou não... Ela parece estar escrevendo algo, hummm... Não! Não venha pra cá! Ah! Não acredito... Está trocando de roupa... Bem que poderia ir um pouco mais a frente e verificar um pouquinho né, isso me lembra das velhas épocas, oh céus! Ual... Nada mal... Vai devagar... Ahhh Já vai sair, hummmm... Agora posso sair daqui... Vou sair... Ops! Ela trancou a porta! Que merda!”

Esta vez ele se via numa enrascada, pensava muitas situações em sua cabeça, mas logo resolveu olhar pela janela se teria como escapar dali, sim, como estava no andar de cima em frente tinha uma árvore, parecia-lhe ótimo para escapar dali numa boa sem ninguém perceber. Ele vê um rascunho na mesinha do lado da janela, eram anotações da Samanta, numa delas ele viu - “Encontro com o GOM, no próximo sábado à noite, sem falta!”. Rapidamente, abre parte da janela, num salto agarra um dos grandes galhos, fica pendurado. Por estranho que pareça ele tinha uma habilidade que logo se fixou no galho parecendo um macaco, parecia muita fácil pra ele, com confiança de pular do tronco da árvore para baixo, tropeça... “Miaaaaaaaauuuu…”.

— Ai! Que dor! — Caíra, o barulho de certa forma chamativo, as duas garotas olhariam de uma das janelas.

— Ei mano o que você está aprontando!? — Elaine indaga.

— É... Ver o gatinho, mas...

— Mas? — Repetem as duas garotas ao mesmo tempo.

— Então... Gatos são ariscos, a curiosidade mata o gato não é, e vim ver, sem querer tropecei, e, espantei o pobre gatinho!

— Conta outra que essa história não cola!

— Hector, minha mãe te chama para jantar, vamos lá. — Ana declara.


Em casa no fim da noite os dois irmãos conversaram, ele insistia em perguntar sobre o que sabia da irmã de Ana, claro que ela desconfiara das perguntas, contudo os dois concordavam que a família dela é simpática, foram bem recebidos e sentiram-se já parte da família. Hector ele percebera uma coisa que estava no bolso da calça, era a corrente da Samanta, e sua espinha congelou, estava surpreso por lembrar de que naquele momento do sufoco ele tinha posto no bolso, e se esquecera de recolocá-lo na gavetinha de onde havia retirado, pensava com ele como devolvê-lo sem levantar questionamentos.

No sono da noite Hector sonharia com uma chave estranha, que abriria um cofre cheio de ouro, sendo perseguido por estranhos por tal façanha que tinha feito, acordaria suado. Na manhã encontraria um convite que foi passado por debaixo da porta, uma grande festa fantasia, no sábado no horário noturno, somente para adultos, não sabia a origem do convite, mas estava no nome de uma companhia que soava familiar para ele, de certo modo evitaria qualquer festa, mas este lhe despertara curiosidade por ser a caráter a vestimenta.