Você conhece o Sarahah, Visitante? É uma espécie de rede social onde você pode mandar mensagens anônimas.


O Fórum AG está no Sarahah, e você pode mandar sua mensagem pro crush no tópico Correio do Amor ou alguma pergunta mais séria no Desabafos e Conselhos Anônimos.


[Mande sua pergunta!]

23 de Maio, 2019, 06:22:48

Autor Tópico: Ode à Sofia (Cristian& Sofia -1ª de Flor Azul& Rubi)  (Lida 196 vezes)

0 Membros e 1 Visitante estão vendo este tópico.

Ode à Sofia (Cristian& Sofia -1ª de Flor Azul& Rubi)
: 27 de Março, 2015, 04:06:49
0
0
Em busca de amor, enquanto isso, ao meu poema...

"Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta." - Jung



Depois dos prantos sob a lua, a lua azul ainda persiste ao novo Orfeu, agora Cristian se depara com um mistério, e declama Ode à Sofia.


I

Numa noite de estrelas, o Hipnos tocou minha alma melancólica

Já sabemos que o sonho são imagens da mente e consciência simbólica

É tal matéria-prima da imaginação, tem como lapidar

E quem guia o coração, a paixão e a razão tem que se equilibrar

Que seja ouro ou diamante, o último será o primeiro, eis o amor

Luz da vida, transcede qualquer seja a forma, até mesmo o seu autor



Como deves saber, este é o meu monólogo com as estrelas

“Ora, ouvir estrelas?” O poeta sabia! E só é triste não vê-las

Mas em sonhos estou entre elas, pois de lá que veio a minha essência

Compõem meu corpo sólido, e atravessou o tempo em sua fluência

Pois veja o que sou agora, uma coisa do mundo de certa maneira

Quão tão longe estou, que produto afinal reflete a mesma inteira?



Deito-me eternamente em seu berço esplêndido por sua natura

E peço o teu consolo, ó mãe desconhecida me tire a tristura,

Um grão filho, um rei sem coroa, ainda menino, o velho peregrino

Entoa a canção dos bardos, e dos trovadores o perdido hino

Nem tão longe da vossa graça, nem tão perto de vossa beleza

Apresentou-a de si mesma, amada Sofia, sua própria natureza



Fiz da minha alma a tua morada o seu castelo, o nosso lar poético

Então que seja idílico ou seja punk, natural ou sintético

Aqui já não jaz morto, som de magia e jazz é valsa, ou de boleros

Tal noite negra Orfeu tocou um blues, e fez a bossa nova de Eros

Porém, já muitos sóis eram passados, hoje então navegaremos

Por sonhos nunca antes devaneados, sobre as númens passaremos



O teu mundo é tão grande, e o meu tão pequeno, Sofia o que somos?

Por isso fui a Pasárgada, infeliz estava eu preso sob os domos

Pois voltei de lá rei, depois que descobri o paraíso inventado

Reflexo do jardim criado por estética e mito passado

Para o alto Parnaso depois eu parti, e as musas visitei

Que inspiraram as virgens, tal como Apolo criei um jardim que fitei



Da fonte de Castália bebi, e de ouvir apenas me inspirei

Mergulhei em tuas águas, e olvidei das mágoas as marcas que deixei

Com a lira de Apolo um legado pra Orfeu, pois quem canta compõem

Quem compõem há de ter um espírito poético assim como Poe

Assim como o sol se põe, do outro lado ele nasce, do oriente ao poente

Pois rio que nasce ouro, pela noite à luz do poeta é latente



Ouro e boro de igual ao de mercúrio doce também já tomei

Sobre a lua argentada lucífera torna a si com lauras rei

Da taça dionisíaca o louco se faz torto dentro dos espelhos

Sangra ao vinho o alquímico processo real de tons azuis vermelhos

De sua força a coragem de um leão que do ruge o céu fora azulado

Serpenteia o destino da orbe amarelada com véu esverdeado



A chegada da noite que anuncia os fios que tecem estrelares

Vem Sofia o teu amor com os meus olhos ter o bel-prazer lunares

A paz que consegui através da tua alma mater inebriante,

Aconchegar em braços de ninfas carícias de uma doce amante,

Receba-me ao encanto aos toques de afagos no âmago de ser

E quem ama não teme nem a escuridão e nem teme morrer



Com chocolate, vinho e mel tua rubra veste alegra como delícias

Sabedoria estimada, ser da intimidade que me trás carícias

Que preza a real bondade erotídeas, e bebe ares ao qual liberta

Apaixonadamente inspirada com mil rosas, é a tua coberta

Vem incerta ao amor que se autodescoberta para quem desperta

Então não desespere porque a primavera será descoberta



Assim como Calímaco conta em seus hinos, temos jardineiras

Estas nascem das árvores, são hamadríades as nossas floreiras

Anunciam com tamanha alegria a primavera em sua festa chegada

Com seus jogos florais e píticos em tua homenagem amada

Dispersam prantos quando da queda das folhas, assim despetalam

Formam forros macios quando nós dois deitarmos elas vêm e badalam



Coração marca o tempo como as notas aéreas de Bach palpitaram

Ao balé dos gracejos das sílfides, curam dores que passaram

Nos afetam orvalhos que fulguram asas da imaginação

Gotas de chuvas feitas de hidromel que caem, e confunde a razão

Vinde o maná da vida, o secreto elixir em lazúli e rubi

Pedra filosofal dos amantes das doces amritas bebi



Ao teu lado Sofia, minha imensa alegria, sejamos almas gêmeas

Nosso jardim tão belo com todas as flores, com todas as gemas,

E com todas as cores, a nossa simbólica seja octarina

Façamos dessa história o arquétipo áureo do amor qual destina

Tenhamos mais que mil e uma noites devir em nossa eterna flor

Assim seja no céu e na terra ligando estrelas ao esplendor



K+Z


Persisto ainda que veja este vídeo se chegou até aqui...
« Última modificação: 7 de Abril, 2015, 01:56:34 por keiki »

Re: Ode à Sofia (Cristian& Sofia -1ª de Flor Azul& Rubi)
Resposta #1: 27 de Março, 2015, 13:02:30
0
0
Uma bela ode, mas não gosto muito de ler em itálico. XD